quarta-feira, 27 de julho de 2011

(Sem Titulo) – Marcel Rei


Meus punhos estão abertos. Minha cabeça fechada

Quero que você me conheça
Pelo menos uma frase de toda a minha poesia
Pois a minha prosa biotônico fontora
Não agrada a ninguém

Não quero também que se amacies
Com esses versinhos tristes
Que se parecem lhe dados
Como presentes por me aturares

Quero o contrário
Ser um empecilho traumático
Porém lírico, discreto
Muito menos burocrático

Fugir da dor
De ser um dois na vida
Fazer jogo com o número que me deram no RG
E ganhar uma fortuna na loteria da vida

Não sei ser O Cara
Mas eu conheço muito bem o que é ser
Cara Nenhum
Mas nem por isso jogo: cara ou coroa, cara ou coroa

Não escolhe meu futuro na sorte
Pois dou um azar de morte
Sou só
Isso até me conSola

No meio de tantas pessoas
No mais, tantas idéias
Sou eu mais amigo delas
Que me vem no fim da tarde, nunca me deixam sem um questionamento

Chego a sentir raiva
Dor
Muito carinho
Talvez não somente ao tédio

Não há remédio para mim
Os meios sociais já diziam
És um hipócrita
Patrocina empresas inexistentes!
Que tem déficit abaixo do decrescente!
Talvez tenham uma bunker
Um call center, no reino do nada!
E você vem de madrugada
Me dizer essas coisas...

- Sou anti populista
Não por querer ser sozinho
Mas por ser multidão
E a multidão ser toda uma só...

Não achei o pedestal que falaram que iam trazer
No dia em que os deuses
Ouviriam os nossos suplícios
Os nossos martírios

Fiquei de fora da corte da humanidade
O corte que me deram foi profundo
Prático
Sem vontade

Pedras me dizem que eu saia do meio do caminho
Mas enquanto os obstáculos
As pessoas
Tudo o mais

- Me provocar-

Vou ser sim uma vez
Mesmo que abobada
Feia,
E rouca

A falar

Mesmo que eu não acredite no que eu diga
Não importa
A verdade nunca esteve tão longe

E tão perto.
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