sexta-feira, 11 de maio de 2018

Danny Marks na Dragonfly


Neste vídeo estou na Dragonfly Editorial falando um pouco da minha carreira. Em breve novidades bem interessantes. Acompanhe!!

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Aforismos de Criminal Minds 13ª Temporada




13x01 – Wheels Up

Aguente firme. Quando não há mais nada em você, exceto aquela vontade que diz: Aguente Firme!
Rudyard Kipling

13x02 – To a Better Place

Acredito que o único jeito de reabilitar alguém é matando.
Carl Panzram (Serial Killer)

Não é possível ligar os pontos olhando para a frente. Você só consegue liga-los olhando para trás, então tem que esperar que de alguma forma eles conectarão o seu futuro.
Steve Jobs

13x03 – Blue Angel

Crueldade, como qualquer outro vício, não precisa de motivo além de si mesmo. Só precisa de oportunidade.
George Eliot

O homem viaja pelo mundo para buscar o que precisa, e volta para casa para encontrar.
George Moore

13x04 – Killer App

Não é muito prudente ter muita certeza de sua própria sabedoria.
Mahatma Gandhi

O Assassino sobrevive à vítima somente para aprender que era ele mesmo que desejava se livrar.
Thornton Wilder

13x05 – Lucky Strikes

Gosto de virar as coisas do avesso para ver situações de outra perspectiva.
Ursus Werhli

Pessoas gostam de dizer que a batalha é entre bem e mal. A batalha de verdade é entre verdade e mentira.
Don Miguel Ruiz

13x06 – The Bunker

É assim que o mundo acaba, não com um tiro, mas com uma lamúria.
T. S. Elliot

Se soubesse que o mundo se desintegraria amanhã, ainda assim plantaria minha macieira.
Martin Luther.

13x07 – Dust and Bones

Quando há dor, não há palavras. Toda dor é igual.
Toni Morrison

Somos nossa própria dor. Somos nossa própria felicidade, e somos nosso próprio remédio.
Huseyn Rasa

13x08 – Neon Terror

O espetáculo é o capital a um tal grau de acumulação que se torna imagem.
Guy Debord

13x09 –  False Flag

Quando você elimina o impossível, o que sobra por mais improvável que pareça, só pode ser a verdade.
Sir Arthur Conan Doyle

Todos têm direito à sua própria opinião, mas não às suas próprias ações.
Daniel Patrick Moynihan

13x10 – Submerged

Não fale do mal, pois ele desperta a curiosidade no coração dos jovens
Provérbio Lakota

Onde houver ruina, haverá a esperança de um tesouro.
Jalaluddim Rumi

13x11 – Full-Tilt Boogie

Meus segredos obscuros ameaçam a vida. Uma infelicidade que guardo, que cria e cria.
Sue Townsend

Acho que o espirito humano dentro de todos nós é que tem uma capacidade enorme de sobreviver.
Amanda Lindhout

13x12 –  Bad Moon on the Rise

É efeito do desvio da lua; ela aproxima-se agora mais da Terra do que de hábito e deixa os homens loucos.
William Shakespeare

Mesmo aquele de coração puro e diz que ora à noite, pode se tornar um lobo quando a acônito floresce e a lua está cheia e brilhante.
Curt Siodmak

13x13 – Cure

É impossível sofrer sem fazer alguém pagar por isso. Cada lamento já contém vingança.
Friedrich Nietzsche

13x14 – Miasma

Minha ferida é geografia. É também meu ancoradouro, meu porto de escolha.
Pat Conroy

Todos nós, nascidos no caos, temos problemas antes de vir ao mundo.
William Faulkner

13x15 – Annihilator

Brigas em família são coisas amargas. Não são como dores ou feridas, são mais como rachaduras na pele que não querem curar porque não há material suficiente.
F. Scott Fitzgerald

13x16 – Last Gasp

A morte é a mãe da beleza, portanto, ela sozinha, deve vir como satisfação de nossos sonhos e desejos
Wallace Stevens

13x17 – The Capilano’s

Mascaras são um paradoxo maravilhoso. Enquanto podem esconder a realidade física, podem mostrar como uma pessoa quer ser vista.
Joanna Scott

Não cabe a nós amar ou odiar, pois sob nossa vontade prevalece o destino
Christopher Marlowe

13x18 – The Dance of Love

Talvez quando nos encontramos querendo tudo é porque estamos perigosamente perto de não querer nada.
Sylvia Plath

Então vem, vamos juntos os dois, a noite cai e já se estende pelo céu, parece um doente adormecido a éter sobre a mesa
T.S. Eliot

Não importa quão longe viajamos, as memórias seguirão no vagão de bagagem.
August Strindberg

13x19 – Ex Parte

A violência não é um catalizador e sim um desvio.
Joseph Conrad

Não presumas o dia de amanhã, porque não sabes o que ele trará
Provérbios 27:1

13x20 – All You Can Eat

Segurar a raiva é como beber veneno e esperar que a outra pessoa morra.
Anonimo.

Perdão é a fragrância que o galho de violeta deixou no calcanhar que o esmagou.
Mark Twain

13x21 – Mixed Signals

Convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que mentiras.
Friedrich Nietzsche

Esperar é acreditar que só o passado existe, seguir em frente é saber que há um futuro.
Daphne Rose Kingma.

13x22 – Believer

Uma coisa não é necessariamente verdade porque um homem morre por ela.
Oscar Wilde

segunda-feira, 30 de abril de 2018

O Segredo da Masmorra - Luiz Amato

É sempre um prazer poder divulgar a literatura, em especial a boa literatura brasileira. Luiz Amato é um dos autores que conheci ao longo da minha carreira e tive o prazer de conhecer o trabalho e a dedicação na sua obra. Agora ele se prepara para lançar uma nova narrativa "O Segredo da Masmorra". Junte-se aos leitores, e nisso me incluo, dessa grande aventura.


terça-feira, 3 de abril de 2018

O escritor Fernando Pessoa expõe-nos as suas ideias


O escritor Fernando Pessoa expõe-nos as suas ideias sobre os vários aspectos da arte e da literatura portuguesas.
Entrevistar Fernando Pessoa não é fácil. Só é fácil entrevistar os que não pensam, os que não se importam de jogar palavras, ao acaso, atirando-as impudicamente ao vento.
Fernando Pessoa, quer como Fernando Pessoa, quer como Álvaro de Campos - o engenheiro alucinado que comporta o seu segundo eu, e que aparece em toda a parte, enchendo a voz de louvores e raios para a Vida - raios partam a Vida e quem lá ande! -é sempre um voluptuoso do raciocínio, um amante da inteligência, podemos dizer: um criador duma nova Razão. Paradoxal? Sem dúvida. Mas há tantas maneiras de ser paradoxal!
A entrevista que se segue, toda escrita por Fernando Pessoa - nem podia deixar de ser, visto Fernando Pessoa possuir uma sintaxe própria para a lógica própria dos seus pensamentos, misto de seriedade e de ironia, vai decerto prender o espírito dos leitores...
Atenção! Fernando Pessoa vai responder às perguntas que lhe fizemos:
- Que pensa da nossa crise? Dos seus aspectos - político, moral e intelectual?
- A nossa crise provém, essencialmente, do excesso de civilização dos incivilizáveis. Esta frase, como todas que envolvem uma contradição, não envolve contradição nenhuma. Eu explico.
Todo povo se compõe de uma aristocracia e de ele mesmo. Como o povo é um, esta aristocracia e este ele mesmo têm uma substância idêntica; manifestam-se, porém, diferentemente A aristocracia manifesta-se como indivíduos, incluindo alguns indivíduos amadores; o povo revela-se como todo ele um indivíduo só. Só colectivamente é que o povo não é colectivo.
O povo português é, essencialmente, cosmopolita. Nunca um verdadeiro português foi português: foi sempre tudo. Ora ser tudo em um indivíduo é ser tudo; ser tudo em uma colectividade é cada um dos indivíduos não ser nada. Quando a atmosfera da civilização é cosmopolita, como na Renascença, o português pode ser português, pode portanto ser indivíduo, pode portanto ter aristocracia. Quando a atmosfera da civilização não é cosmopolita - como no tempo entre o fim da Renascença e o princípio, em que estamos, de uma Renascença nova - o português deixa de poder respirar individualmente. Passa a ser só portugueses. Passa a não poder ter aristocracia. Passa a não passar. (Garanto-lhe que estas frases têm uma matemática íntima.)
Ora um povo sem aristocracia não pode ser civilizado. A civilização, porém, não perdoa. Por isso esse povo civiliza-se com o que pode arranjar, que é o seu conjunto. E como o seu conjunto é individualmente nada, passa a ser tradicionalista e a imitar o estrangeiro, que são as duas maneiras de não ser nada. É claro que o português, com a sua tendência para ser tudo, forçosamente havia de ser nada de todas as maneiras possíveis. Foi neste vácuo de si próprio que o português abusou de civilizar-se. Está nisto, como lhe disse, a essência da nossa crise.
As nossas crises particulares procedem desta crise geral. A nossa crise política é o sermos governados por uma maioria que não há. A nossa crise moral é que desde 1580 - fim da Renascença em nós e de nós na Renascença - deixou de haver indivíduos em Portugal para haver só portugueses. Por isso mesmo acabaram os portugueses nessa ocasião. Foi então que começou o português à antiga portuguesa, que é mais moderno que o português, e é o resultado de estarem interrompidos os portugueses. A nossa crise intelectual é simplesmente o não termos consciência disto.
Respondi, creio, à sua pergunta. Se V. reparar bem para o que lhe disse, verá que tem um sentido. Qual, não me compete a mim dizer.
- Que pensa dos nossos escritores do momento, prosadores poetas e dramaturgos?
- Citar é ser injusto. Enumerar é esquecer. Não quero esquecer ninguém de quem me não lembre. Confio ao silêncio a injustiça. A ânsia de ser completo leva ao desespero de o não poder ser. Não citarei ninguém. Julgue-se citado, quem se julgue com direito a sê-lo. Resolvo assim todos. Lavo as mãos, como Pilatos; lavo-as, porém, inutilmente, porque é sempre inutilmente que se faz um gesto simplificador. Que sei eu do presente, salvo que ele é já o futuro? Quem são os meus contemporâneos? Só o futuro o poderá dizer. Coexiste comigo muita gente que vive comigo apenas porque dura comigo. Esses são apenas os meus conterrâneos no tempo; e eu não quero ser bairrista em matéria de imortalidade. Na dúvida, repito, não citarei ninguém.
- Estaremos em face de uma renascença espiritual?
- Estamos tão desnacionalizados que devemos estar renascendo. Para os outros povos, na sua totalidade eles próprios, o desnacionalizar-se é o perder-se. Para nós, que não somos nacionais, o desnacionalizar-se é o encontrar-se. Apesar dos grandes obstáculos à nossa regeneração - todas as doutrinas de regeneração - estamos no início de tornar a começar a existir. Chegámos ao ponto em que colectivamente estamos fartos de tudo e individualmente fartos de estar fartos. Extraviámo-nos a tal ponto que devemos estar no bom caminho. Os sinais do nosso ressurgimento próximo estão patentes para os que não vêem o visível. São o caminho-de-ferro de Antero a Pascoaes e a nova linha que está quase construída. Falo em termos de vida metálica porque a época renasce nestes termos. O símbolo, porém, nasceu antes dos engenheiros.
Nada há a esperar, é certo, das classes dirigentes, porque não são dirigentes; e ainda menos da proletariagem, porque ser inferior não é uma superioridade. Com razão lhes chamei eu, a estes, subgente, num artigo da antiga Águia - da Águia que voava. Só a burguesia, que é a ausência da classe social, pode criar o futuro. Só de uma classe que não há pode nascer uma classe que não há ainda. Seja como for, avancemos confiadamente. Todos os caminhos vão dar à ponte quando o rio não tem nenhuma.
- O que se deve entender por arte portuguesa? Concorda com este termo? Há arte verdadeiramente portuguesa?
- Por arte portuguesa deve entender-se uma arte de Portugal que nada tenha de português, por nem sequer imitar o estrangeiro. Ser português, no sentido decente da palavra, é ser europeu sem a má-criação de nacionalidade. Arte portuguesa será aquela em que a Europa - entendendo por Europa principalmente a Grécia antiga e o universo inteiro - se mire e se reconheça sem se lembrar do espelho. Só duas nações - a Grécia passada e Portugal futuro - receberam dos deuses a concessão de serem não só elas mas também todas as outras. Chamo a sua atenção para o facto, mais importante que geográfico, de que Lisboa e Atenas estão quase na mesma latitude.
- O regionalismo na literatura e na pintura?
- O regionalismo é uma degeneração gordurosa do nacionalismo, e o nacionalismo também. E como o nacionalismo é antiportuguês (sendo bom, cá no Sul, só para os povos latinos e ibéricos), o regionalismo em Portugal é uma doença do que não há. Amar a nossa terra não é gostar do nosso quintal. E isto de quintal também tem interpretações. O meu quintal em Lisboa está ao mesmo tempo em Lisboa, em Portugal e na Europa. O bom regionalismo é amá-lo por ele estar na Europa. Mas quando chego a este regionalismo, sou já português, e já não penso no meu quintal. (O facto de o meu quintal ser inteiramente metafórico não diminui a verdade de tudo isto: Deus, e o próprio universo, são metáforas também.)
- Teriam existido em toda a nossa história literária períodos de criação?
- O nosso único período de criação foi dedicado a criar um mundo. Não tivemos tempo para pensar nisso. O próprio Camões não foi mais que o que esqueceu fazer. Os Lusíadas é grande, mas nunca se escreveu a valer. Literariamente, o passado de Portugal está no futuro. O Infante, Albuquerque e os outros semideuses da nossa glória esperam ainda o seu cantor. Este poderá não falar deles; basta que os valha em seu canto, e falará deles. Camões estava muito perto para poder sonhá-los. Nas faldas do Himalaia o Himalaia é só as faldas do Himalaia. É na distância, ou na memória, ou na imaginação que o Himalaia é da sua altura, ou talvez um pouco mais alto. Há só um período de criação na nossa história literária: não chegou ainda.
- Continuará sendo o lirismo a nossa feição literária predominante?
- Há duas feições literárias -a épica e a dramática. O lirismo é a incapacidade comovida de ter qualquer delas. O que é ser lírico? É cantar as emoções que se têm. Ora cantar as emoções que se têm faz-se até sem cantar. O que custa é cantar as emoções que se não têm. Sentir profundamente o que se não sente é a flâmula de almirante da inspiração. O poeta dramático faz isto directamente; o poeta épico fá-lo indirectamente, sentindo o conjunto da obra mais que as partes dela, isto é, sentindo exactamente aquele elemento da obra de que não pode haver emoção nenhuma pessoal, porque é abstracto e por isso impessoal. Fomos esboçadamente épicos. Seremos inviolavelmente dramáticos. Fomos líricos quando não fomos nada. O lirismo só continuará sendo a nossa feição predominante se não formos capazes de ter feição predominante.
- O que calcula que seja o futuro da raça portuguesa?
-O Quinto Império. O futuro de Portugal —que não calculo mas sei —está escrito já, para quem saiba lê-lo, nas trovas do Bandarra, e também nas quadras de Nostradamo. Esse futuro é sermos tudo. Quem, que seja português, pode viver a estreiteza de uma só personalidade, de uma só nação, de uma só fé? Que português verdadeiro pode, por exemplo, viver a estreiteza estéril do catolicismo, quando fora dele há que viver todos os protestantismos, todos os credos orientais, todos os paganismos mortos e vivos, fundindo-os portuguesmente no Paganismo Superior? Não queiramos que fora de nós fique um único deus! Absorvamos os deuses todos! Conquistámos já o Mar: resta que conquistemos o Céu, ficando a terra para os Outros, os eternamente Outros, os Outros de nascença, os europeus que não são europeus porque não são portugueses. Ser tudo, de todas as maneiras, porque a verdade não pode estar em faltar ainda alguma coisa! Criemos assim o Paganismo Superior, o Politeismo Supremo! Na eterna mentira de todos os deuses, só os deuses todos são verdade.
13-10-1923
Ultimatum e Páginas de Sociologia Política . Fernando Pessoa. (Recolha de textos de Maria Isabel Rocheta e Maria Paula Morão. Introdução e organização de Joel Serrão.) Lisboa: Ática, 1980. 
 - 3.
1ª publ. in Revista Portuguesa, nº 23-24. Lisboa: 13-10-1923.

disponível em http://arquivopessoa.net/textos/980 (acesso em 03/04/2018)

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