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sábado, 4 de julho de 2015

Uroborus - Danny Marks


              Você está bem? Você está bem? Fica estranho fazer essa pergunta para você. É uma pergunta que se faz quando se sabe que o outro não está bem, na verdade. As pessoas costumam perguntar isso na esperança de que o outro minta e diga que sim, está tudo bem. Mesmo quando não está. Normalmente não se quer saber dos problemas do outro, apenas se está tentando manter uma conexão, algum link onde possamos enviar os nossos problemas, as nossas dúvidas, nosso prazer, nossa dor, qualquer coisa, para algum lugar e imaginar que está sendo recebido aumentando o alcance do que é apenas nosso. Mas, as vezes isso não funciona, cai-se em um buraco que vai sugando a atenção, exigindo cada vez mais da conexão e entupindo as pretensões até que é necessário derrubar a rede inteira, explodir alguma bomba que quebre definitivamente o vínculo. Por algum tempo. Depois é só pedir desculpa, e inventar algum motivo para o ocorrido, e tentar tudo de novo. Você está bem?
              Mas não é estranho perguntar isso para você por esses motivos. É estranho perguntar para você porque você é uma invenção minha. Uma ficção criada na minha cabeça para que eu pense estar falando com alguém que não seja eu mesmo. Não há muitas pessoas com quem eu possa falar hoje em dia. Falo com um monte de gente, mas nada que realmente importe. Nada que realmente importe para mim. Elas não têm nada para me dizer que me interesse ou que possa me ajudar, embora eu ajude, de vez em quando, não sei bem por que.
              Há um problema no mundo e poucas pessoas percebem isso. Bilhões de pessoas tem problemas no mundo. Dez por cento dessas pessoas comandam o mundo e gerenciam seus problemas como se fossem recursos. Um por cento dessas pessoas sabe realmente o que estão fazendo e orquestram todo o resto. E nenhuma dessas pessoas sabe qual o problema de verdade, não percebem nada além o que eles mesmos criaram, ou se envolveram, ou projetaram, ou partilharam com...
              Há poucas pessoas como eu por aí. Não conheço nenhuma delas. A solidão não é você não ter ninguém igual a você para conversar, é saber que existe alguém igual a você em algum lugar que não é aqui, não é agora, e que você provavelmente jamais vai ver, ou falar, ou tocar. E ainda assim, essas pessoas estão lá. Solitárias.
              Você deve estar pensando. E não importa que você é uma criação da minha cabeça porque eu fiz você um ser pensante. De que me serviria falar com alguma coisa que criasse que não tivesse pensamento? Seria o mesmo que falar com uma maçã que acabasse de comer, enquanto desce pela garganta em direção ao estomago.
              Você deve estar pensando que é melhor eu procurar ajuda, que a minha racionalidade esta escorrendo pelos olhos, pelo nariz, subindo como fumaça pelas orelhas e presa apenas pelos dentes apertados, na boca.
              Eu começo a desconfiar do seu sexo. Mulheres sempre acham que a resposta está no outro, que é preciso um outro para fazer sentido a sua vida. Mulheres sempre lutam contra o vazio que carregam dentro de si, e se enchem de todas as coisas que acreditam que as tornem melhores, e querem sempre ser mais. Querem ser mais bonitas, mais perfeitas, mais inteligentes, mais delicadas, mais fortes, mais sensíveis, mais, mais, mais, e sempre buscam mais no outro. Esquecem que é preciso ter algo para haver uma troca, que quando se junta duas metades, fica apenas um inteiro e um vazio. É preciso dois inteiros para fazer dois inteiros.

              Mas posso ver que há algo de masculino em você. Uma coisa de conquista, de querer fugir, de ser o melhor, o primeiro, o sozinho, o que resolve, o que quebra, o que constrói, o que possui. E de tanto querer possuir todas as coisas, de tanto querer estar sempre à frente de tudo, se desgasta, morre, despedaça, endurece, apodrece lentamente perdendo a sua essência na busca incessante de algo que ainda não tem.
              Poder. No fundo tudo se resume a isso agora, posso ver. No início todos queriam comida para sobreviver, ter filhos para ter prazer e sobreviver no tempo, de alguma forma. Depois queriam dinheiro para poder ter comida e conseguir todo o resto. Depois passaram a usar a comida, o sexo, o dinheiro, os filhos, o tempo, para ter cada vez mais poder. Poder sobre a comida do outro, o sexo do outro, o dinheiro do outro, os filhos do outro, o tempo do outro, a vida do outro. Porque uma vida apenas não é suficiente para usar o poder que se pode ter quando se busca cada vez mais poder. E arrancar o poder dos outros dá mais poder de estuprar a alma coletiva, a sua, para não ter que encontrar algum sentido nisso tudo.
              É preciso manter a mentira da felicidade, possuir a felicidade por alguns segundos, alcançar a felicidade que está em algum lugar, ver a felicidade, usar a felicidade, comprar a felicidade, vender a felicidade, sentir a felicidade correndo nas veias congestionadas do vício. Só a felicidade adia a morte.
              A morte cobra um sentido, a morte esclarece que não há sentido, apresenta o vazio, o desconhecido, o absoluto e inegável nada que destrói qualquer dúvida, qualquer esperança, qualquer deus que possa usar como totem do seu poder. A morte invencível que retira a sua máscara e lhe diz que valor tem. Nenhum. Só os seus atos sobrevivem.
              Você não é nada sem sua contribuição para o fazer. E o que você faz é apenas manter alguma coisa que não lhe pertence, que lhe foi imposta e você aceitou como sua, que não entende mas finge amar, para fazer algum sentido estar vivo, fazendo, até que seja substituído por um declínio. E tudo caminha para a morte, tentando demorar o mais que puder antes que alcance o seu objetivo.
              Há um incomodo em você agora. Posso sentir. Você ainda não percebeu, mas logo vai fazer sentido, e vai querer correr, vai querer fugir, desaparecer, desligar. Logo você vai tentar romper a conexão. Talvez até consiga. Depois vai voltar. Você está bem?
              Você capturou o mundo, que estava na minha cabeça. Você estava na minha cabeça, mas não tinha controle de nada. Eu criei você na minha cabeça, deixei que capturasse o mundo. E sem que percebesse, entrei na sua cabeça e me tornei o problema do seu mundo. Não faz nenhum sentido para você. Não entende. Tenta ignorar, mas continua percebendo que estou em algum lugar aí dentro. Que não dá para arrancar de você o que eu sou.
              E é só isso que vai perceber.
              Você está bem? Você está bem?

sábado, 20 de junho de 2015

Nu vens – Danny Marks


              Eu tenho andado tão perdido que nem sei.
              Não sei como é possível se perder quando todas as coisas continuam nos lugares. O planeta, continente, país, cidade, casa, lugar. Nada muda de lugar, só as nuvens vêm e vão.
              Então o que muda para que a gente possa se perder? Depois de construir tantos caminhos para ir e vir, descobrir cada vez mais coisas para ficar, não partir.
              E, no entanto, cada vez mais nos sentimos perdendo, algo que não se sabe bem o quê.
              Ainda ontem encontrei um texto antigo, nem parecia meu. E a planta que reguei a semana passada me pareceu tão estranha desta vez. Quase como se tivesse brotado no vaso que não plantei. Na minha cabeça, um vaso.
              O vazio impressionante de ideias deixa um vácuo preenchido de coisas que não brotam, estão lá porque foram colocadas ali para ornamentar de forma indistinta a escassez, a seca, a boca sedenta de um beijo que jamais será dado. De novo.
              O novo assusta tanto, mais que os demônios já conhecidos que nos assombram, mas dos quais não nos livramos porque nos são familiares. Familiares demônios com quem dormimos e acordamos vigilantes para um dia sonolento.
              O que é engraçado é julgar que alguma coisa possa ser conhecida, ainda que a tenhamos visto apenas na superfície. O copo onde se bebe o café todos os dias, o gosto amargo ou doce, de que é feito afinal? A química envolvente dos sentidos que nos iludem.
              Se houvesse uma forma de reproduzir, por computador, que seja, talvez, essa mesma química que nos faz viver uma experiência inédita e profunda. Se fosse possível duplicar essa nostalgia eternamente, ficar viciado nesse instante, suprimindo todos os outros instantes.
              Há tanta perda em se reduzir as coisas ao absoluto igual, memorável. E quando menos se pensa, quanto menos se sente, quanto menos se vive, mais sentimos que algo se foi, sem saber.
              Por outro lado há tantas perdas nas escolhas que fazemos, nos resultados que gostaríamos de ter, e que muitas vezes não alcançamos porque algo mudou. Mudei, você também. E o outro ali, e aquele lá, e todos e tudo e...nada.
              Tem dias que acordo com uma certeza irresolúvel e fico quieto esperando a dúvida aparecer. E as vezes aparece. Fantasmas sempre nos alcançam se ficamos parados, e correr dá tanto medo de não chegar jamais a um destino qualquer. Que nem sei se gostaria de estar. Mas lá vamos nós a luta de novo e de novo.
              Um amigo me disse que para lutar é preciso não ter medo de se machucar ao atingir o adversário. Só assim podemos atingir, com toda a força, e tornar mais doloroso para o oponente que para nós. E nocautear o que nos ameaça, vencendo o medo dentro de nós para poder vencer fora de nós. O medo.
              Eu tenho andado tão sozinho ultimamente. Aquela solidão que aterroriza quando somos jovens e não sabemos para onde ir, e precisamos de companhia para dividir o impossível e fingir que somos mais fortes que qualquer coisa. A solidão que com a maturidade se torna tão reconfortante, quando nos acostumamos a ouvir nosso pensamento e a duvidar de nossas certezas e a discutir com nossos preconceitos e a buscar algo de novo dentro de tudo o que já vimos e a buscar algo de novo no que nunca foi visto, porque descobrimos que somos bem menos do que imaginamos ser, mas que há espaço para muito mais e que talvez não dê tempo de alcançar o maior potencial que poderíamos ter se nos permitíssemos ir ao encontro do que nunca sabemos se existirá quando chegarmos lá.
              Eu tenho andado tão perdido, com medo de me encontrar por ai e não me reconhecer.
              Mas eu sei que, de alguma forma vou colidir com esse ser que sou eu. E ser eu será tão inédito que não restará espaço para dúvidas, até que as dúvidas apareçam.
              As coisas são tão iguais quando as queremos iguais, quando as queremos imóveis para que não se percam jamais. Para que nos sirvam de referência de onde estamos, até que nos perdemos de nós mesmos e tudo se move, tudo é estranho e tão comum. E tudo se perde.
              Eu sei que as nuvens colidem no céu. E os raios as unem a terra em uma síntese de energia que ficou recolhida por tempo demais. E o vento leva. O vento traz.

E nu vens...

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Circe - Danny Marks


          Otto foi meu parceiro durante muitos anos na Homicídios, até que uma bala na tíbia o deixou incapacitado para o trabalho. Passou a mancar no departamento de pessoas desaparecidas.
Até se tornar mais um registro de ocorrência.
          Existe essa coisa de trabalhar em parceria, você acaba conhecendo mais do seu parceiro do que de sua própria família. Eu sabia que Otto nunca deixaria de ser um detetive, estava no sangue dele, tão presente quanto o álcool que lhe dava impulso para se manter vivo ou quase isso. Todos nós temos uma rota de fuga dos problemas que não podemos desviar e que normalmente nos leva ao inferno. E as vezes traz o inferno até nós.
          Ele devia estar atrás de alguma coisa quando desapareceu, cheguei a ver indícios na sua mesa, conheço o padrão em que arruma as pistas, o roteiro investigativo onde medita sobre as possibilidades. Não falei para ninguém.
          Se havia algo que o Otto farejava a quilômetros era a podridão humana, nunca falhara em descobrir onde se escondia, mesmo que estivesse enterrada sob camadas de “comportamento irreparável”. Nesse inferno ele era um demônio.
          Quando percebi que estava falando dele no passado, saquei que alguém tinha dado cabo dele e precisava descobrir quem e por quê. Medo de que alguma coisa pudesse ser mais poderosa que os demônios de Otto, e se tinham acabado com ele, o que fariam comigo?
          Um endereço grifado em vários lugares nas anotações me chamou a atenção. Tratava-se de uma bela casa nos subúrbios, nenhum registro de ocorrência policial, bem poderia ser uma casa de repouso ou um prostíbulo de luxo. Qualquer das duas coisas poderia chamar a atenção de Otto nos últimos tempos, e precisava descobrir qual. Somos movidos por respostas sem pensar direito nas perguntas, impulsivamente arrancando a verdade.
          Fui até lá e descobri que havia um canil na propriedade. Adestramento era o negócio. Será que o meu antigo parceiro estava precisando de um novo amigo? Me senti ressentido com isso de alguma forma.
          Uma bela dona de olhos de gelo verde recebeu-me na porta. Dava para ouvir o latido do velho perdigueiro que forçava uma corrente em sua fúria que chegava a lhe arrancar tufos de pelo do pescoço. Nunca havia percebido tal fúria em um animal daquele tipo, mantive a mão próxima a arma, para o caso de necessitar dela. Mostrei a foto do Otto e perguntei se tinham visto aquele homem pelas redondezas, fingi que era mais um caso de pessoa desaparecida. Não poderia forçar a barra, não tinha nada que justificasse uma investigação.
          O cão finalmente arrancou o suporte da corrente e veio para cima da gente como se fosse o guardião do inferno. Por algum motivo hesitei ao sacar a arma.
          Dona Circe, era o nome que tinha dado ao receber-me, apenas olhou para o cão que me pareceu bater em uma parede invisível. A besta furiosa ganiu baixinho e voltou resignadamente para o lugar de onde havia saído, totalmente vencido.
Já tinha ouvido falar do poder de adestramento de animais, mas nada se assemelhava aquilo. Tive a impressão tardia de que era a ela que o sabujo queria atacar, não a mim. Também tenho o meu faro.
          Uma empregada veio correndo sem ser chamada, colocou o cão em outra corrente e o levou dali. O pobre animal devia estar ferido, mancava da perna esquerda, a cabeça baixa ganindo, olhando para mim enquanto se afastava. Não pude ver o que estava escrito na coleira, um nome talvez.
          Dona Circe de repente me convidou para entrar, achei estranho porque não era essa  a intenção dela antes do incidente. Alguma coisa me dizia para correr, mas a arma de volta ao coldre me dava uma falsa segurança. Todos temos um urso no qual nos agarramos para dormir, fingindo que ele será capaz de nos proteger do desconhecido.
          Uma bela casa por dentro e por fora, objetos caros, obras de arte, coisa da frescura de decorador. Depois buscaria saber de onde vinha o dinheiro para a manutenção, talvez o negócio de adestramento fosse bem lucrativo, ou a fachada para algo ilegal. Algo não me cheirava bem ali.
          Conversamos por horas enquanto ela me servia uma bebida exótica muito boa, semelhante a um vinho de ervas. Aquela dona sabia ser envolvente de uma forma esquisita, tinha uma segurança que transbordava pela pele bem cuidada. Não se abalou quando deixei descuidadamente meu olhar se prolongar no decote, na curva das coxas. Em algum momento eu já havia esquecido por que estava ali e me esforçava para evitar pensamentos que envolviam uma intimidade maior com aquela senhora.
          Circe vendia cães adestrados para vários clientes, não era casada, o que me alegrou, mas não gostava de homens que segundo ela “eram todos uns cachorros” (com as devidas desculpas a minha pessoa, embora o sorriso zombeteiro).
Esse conhecimento jogou um balde de gelo no meu entusiasmo. Se eu era um cão nunca tinha visto uma vaca tão desgraçada quanto aquela, mas me contive nos pensamentos e voltei ao que havia me levado até aquele muquifo.
          Não, eu não estava investigando oficialmente. Era apenas uma pista de um desaparecimento de um amigo e estava preocupado com a ausência dele. Não, ninguém sabia que eu estava ali.
          Droga, esse vinho e aquele olhar estavam arrancando mais de mim do que gostaria, tinha que sair dali e me recuperar.
          Claro que eu poderia voltar a qualquer hora, mas não queria ficar mais um pouco? Parecia não estar passando bem.
          Nem pensar, preferia pegar o carro e procurar um médico. Estava suando frio. Algo me dizia para correr, e comecei a alucinar gargalhadas, precisava sair dali antes que fosse tarde demais. De alguma forma a desgraçada me drogara, ia voltar com a Narcóticos e dar cabo da vagabunda e seu bando. A fúria me mantinha em pé.
          Arranquei com o carro dando uma ultima olhada para o portão gradeado. O perdigueiro manco me olhava com um ar triste, pude ler o nome na coleira: Otto.
          Meus pensamentos estavam cada vez mais confusos, mas consegui chegar na estrada principal. Foi quando olhei para o retrovisor e vi um enorme cão sentado no banco do motorista.
          O carro de alguma forma avançou mais rápido e o caminhão à minha frente estava reduzindo a velocidade para entrar na marginal. O choque foi inevitável.
          Dizem que nossa vida inteira passa diante dos olhos no instante da morte. Isso é uma bobagem. Eu apenas pensava no pessoal da delegacia. No Otto e seu triste fim. Mas não pude deixar de rir pela ironia.
          O que pensarão meus colegas ao encontrarem só um cão dentro do meu carro, no banco do motorista?

          Maldita bruxa.

(31/01/2007)

domingo, 14 de junho de 2015

Busca Insólita - Marli Freitas é entrevistada por Ademir Pascale



Marli Freitas - Foto Divulgação
ENTREVISTA:

Ademir Pascale
: Como foi o início de Marli Freitas no meio literário?

Marli Freitas: Eu diria que pra mim escrever é como respirar, portanto comecei antes mesmo de aprender a ler e escrever. Ganhei do meu tio, aos cinco anos ALICE NO PAIS DAS MARAVILHAS. Ainda não sabia ler, e me lembro que ficava inventando estórias olhando as figuras rsrsrs

Ademir Pascale: Você é autora do e-book "Busca Insólita" (Fábrica de
Ebooks, 2015). Poderia comentar?

Marli Freitas: São três contos onde procuro mostrar o lado obscuro e inconfessável das nossas mentes, rsrsrs, os equívocos que cometemos ao longo das nossas trajetórias na busca constante do que, a bem da verdade, não conhecemos. A vida é um mistério a ser desvendado, com responsabilidade!

Ademir Pascale: Para quem você indicaria o seu e-book?

Marli Freitas: Para quem tem a coragem de enfrentar o maior dos desafios: uma viagem insólita pra dentro de nós mesmos, uma busca pelas verdades as vezes distorcidas de nossas mentes.
Ademir Pascale: Poderia destacar um trecho de "Busca Insólita",
especialmente para os nossos leitores?

Marli Freitas
: "...nessa busca insólita, foram seis passos para trilhar o caminho de volta. Assim como há lugares que são úteros artificiais, para gerar vidas de seres abjetos, que pretendem nos tomar o lugar de direito, uns poucos privilegiados como eu teremos a chance de, através do sangue, voltar ao útero materno..."

Ademir Pascale: Como os interessados deverão proceder para adquirir o
e-book "Busca Insólita" ou exemplares dos seus livros"?

Marli Freitas: Entrando em contato pelo email marlidifreitas@msn.com

Ademir Pascale: além do "Busca Insólita", você tem outros livros
publicados e participação em antologias. Poderia comentar?

Marli Freitas: Sim, participei de três antologias: Universo Paulistano, Dias Contados e Legado de Sangue pela Andross Editora. Em 2011 publiquei pela Multifoco O BAÚ DE CASSANDRA, que fala sobre fim do mundo em 21.12.2012 e em 2013 lancei, SANGUE NA TELA pela Giostri Editora.

Ademir Pascale: Existem novos projetos em pauta?

Marli Freitas: Sim, tenho alguns trabalhos inéditos prontos pra serem publicados. Trabalho atualmente no projeto O BAÚ DE CASSANDRA II, onde o leitor é questionado a refletir sobre algumas questões que afligem o planeta: "Tem certeza de que nada aconteceu em 21.12.2012???"
Tenho também A GALINHA CARECA um projeto pedagógico especial para crianças temporariamente excluídas de suas atividades por conta de tratamentos de saúde, como quimio, radioterapia.

Perguntas rápidas:

Um livro: O pequeno príncipe
Um (a) autor (a): Antoine de Saint-Exupéry
Um filme: Os últimos passos de um homem
Um dia especial: Hoje, é o estão os próximos segundos que tenho pra viver rs

Ademir Pascale: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Marli Freitas: Sim, um agradecimento especial a você Ademir, que está me proporcionando novas formas de levar um trabalho ao público. Para quem aprendeu a datilografar numa "Olivetti Letera 22" , é um grande passo. Essa primeira experiência não teria se concretizado não fosse sua generosidade e paciência. Obrigada e que venham novas parcerias!
 CLIQUE SOBRE A IMAGEM PARA SABER MAIS 

Busca Insólita - Marli Freitas

© Cranik
*Você poderá adicionar essa entrevista em seu site, desde que insira os devidos créditos: Editor e Administrador do http://www.cranik.com : Ademir Pascale -ademir@cranik.com - www.twitter.com/ademirpascale 
EntrevistadaMarli Freitas.
E nos informar pelo e-mail: 
cranik [@] cranik.com  
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