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sábado, 30 de abril de 2016

SOBRE A EDIÇÃO DE Nº 11 DA REVISTA CONEXÃO LITERATURA - Ademir Pascale



Já está disponível a edição de nº 11 (maio) da Revista CONEXÃO LITERATURA. Não poderíamos deixar de homenagear o escritor Stephen King em uma de nossas edições. Autor que incentivou tantos outros autores para o mundo da escrita e que já vendeu mais de 350 milhões de livros em
40 países. Garanto que nas páginas da revista o leitor encontrará muitas informações sobre ele, dicas e curiosidades, incluindo uma entrevista especial com Edilton Nunes, que é um dos seus maiores fãs aqui no Brasil
;)
Como sempre, trazemos entrevistas com escritores, crônicas, resenhas e contos. Na coluna “Conexão Nerd”, entrevistamos Leandro Liporage, artista que vem fazendo sucesso na criação de miniaturas de músicos, escritores, personagens de games, etc. Resenha do livro Onde Cantam Os Pássaros (DarkSide Books), da autora Evie Wyld e resenha do livro Sobre a Escrita, de Stephen King, além de uma crônica intitulada Quando King Criou Carrie.
Nossas edições são mensais, mas o leitor pode estar diariamente conosco, basta seguir as nossas redes sociais ou mesmo acessar o nosso site:
Twitter: @ademirpascale. Facebook: @revistaconexaoliteratura. Instagram:
@revistaconexaoliteratura. Site: www.revistaconexaoliteratura.com.br.

Para parcerias (Lojas Geeks, blogs, sites, editoras, etc), patrocínios ou dúvidas de como participar de uma de nossas edições, seja com entrevista, conto ou anúncio, escreva para: pascale@cranik.com ou

Tenham uma ótima leitura e até a próxima edição que também será incrível.

Para baixar a edição de nº 11, acesse:
http://www.revistaconexaoliteratura.com.br/p/edicoes.html ou clique sobre a capa da revista na lateral do site.

Fico à disposição.

Forte abraço!

Ademir Pascale
Editor
Twitter: @ademirpascale
Facebook: @revistaconexaoliteratura
Instagram: @revistaconexaoliteratura

Evolução - Danny Marks


— Pai, o que é ironia?
— Humm, deixe-me pensar. Já sei! Um meteoro acabou com o Tiranossauro Rex...
— Mas qual é a ironia?
— ... permitiu que Eduardo Cunha nascesse.
— Nossa! Deixa eu correr no face. Tenho que apagar algumas postagens.
— Por quê?
— Eu pedi que viesse outro meteoro. Imagina o que vai surgir por minha culpa!!!

terça-feira, 19 de abril de 2016

Precisamos falar da Internet Brasileira – Danny Marks

              Este espaço sempre teve a intenção de levar ao seu público o prazer da literatura, da informação, do humor inteligente, preservando sempre a qualidade do que é apresentado e buscando melhorar a cada dia.
              Juntamente por querer levar a informação e a reflexão da melhor qualidade aos leitores, tenho que apresentar um assunto que está sendo pouco comentado, apesar da sua importância, provavelmente devido à crise política e econômica do Brasil.
              Alguns talvez tenham ouvido falar da proposta de limitar e tarifar a internet fixa da mesma forma que já é feita na internet móvel, quem não ouviu falar ainda, recomendo uma breve pesquisa na internet que encontrará facilmente vários resultados confiáveis, inclusive a decisão da ANATEL de “cobrar algumas medidas” antes que isso seja feito. Ou seja, a ANATEL, responsável pela regulamentação da Internet no Brasil, diz que não pode fazer nada contra, que não é ilegal, mas quer que o usuário seja “avisado” antes que haja redução. Até que esse “serviço” seja disponibilizado pelas operadoras, proíbe a limitação.
              Habilmente algumas operadoras tentam contornar a proposta definida como Marco Civil da Internet, o projeto de lei aprovado em 22/04/2014 que regulamenta o uso da internet no Brasil, buscando ampliar os seus lucros com o serviço de internet fixa, alegando uma “dificuldade técnica” na prestação do mesmo, sendo a limitação uma forma de solucionar o problema (deles).
              Não vou falar que em outros países desenvolvidos a qualidade dos serviços é extremamente superior à do Brasil, e que esses mesmos países buscam ampliar ainda mais a disponibilidade ilimitada e de alta velocidade da internet. Vou me concentrar apenas na realidade brasileira e no que, aparentemente, não está sendo visualizado pelos cidadãos, empresários e políticos daqui.
              É fato que, atualmente, boa parte da população utiliza a internet para o lazer, inclusive assistindo filmes on-line, participando de redes sociais, etc. Porém, também utilizam para outros fins, como pesquisa escolar, compras, pesquisas de preços, transações bancárias, etc. Sem falar em boa parte dos microempresários que utilizam o serviço de internet para divulgar e até implementar os seus serviços. A lista de atividades comerciais com o uso da internet é grande, nem vou perder tempo colocando aqui, são apenas alguns exemplos mais comuns.
              O que não está sendo discutido é exatamente isso: O que as pessoas vão fazer se a sua internet ficar limitada? Aparentemente, na visão das operadoras, as pessoas vão se dispor a pagar mais para ter o mesmo. Pode até ser, mas não acredito que seja tão simples assim.
              Provavelmente as pessoas não vão querer abrir mão das redes sociais, que já ocupam boa parte do seu tempo e dos dados utilizados. Sem poder pagar mais, terão que fazer todo o resto da forma mais “antiga”, ou seja, presencial.
              Entrar no site do banco para pagar as contas? Não, isso gasta dados, vamos à agencia bancária (que economiza atualmente um bom dinheiro com serviços on-line).
              Compras on-line? Esqueça, demora muito para fazer o pedido, confirmar e depois pagar. Melhor ir na loja, ou nem comprar, já que não dá tempo.
              Aliás, o que comprar? Não vejo anúncios on-line (a menos que as empresas se disponham a pagar por esses dados de divulgação. “Entre na minha página e não se preocupe com a sua franquia, nós cobrimos o serviço”. Claro que esse valor terá que ser acrescido no preço dos produtos, da mesma forma que é acrescido o valor da propaganda.
              Logo as redes sociais terão também um decréscimo. Por mais viciados que haja, quem vai ficar perdendo tempo em ver vídeos de gatinhos fofos que devoram seu tempo disponível? Talvez o twitter amplie ainda mais os usuários e retornem as listas de ICQ, aqueles fóruns de mensagens da pré-história da Net.
              Fico pensando, quando as empresas vão começar a olhar para esse lado mais obscuro do controle de dados da internet brasileira? Quando vão perceber que terão um prejuízo maior que qualquer cidadão? Talvez, ao menos desta vez, o capitalismo funcione a favor da população e reaja de forma eficiente, seja obrigando as operadoras a investirem mais em qualidade de serviços para ampliar os seus lucros, seja criando alternativas para as mesmas.
              Pode ser até uma nova forma de comércio, redes privadas que oferecem internet gratuita aos seus clientes. Também não descarto a possibilidade de uma involução, um retorno ao CD e ao DVD pirata, ou a redes clandestinas via satélite ou rádiofrequência. Tudo é possível e, normalmente, as soluções desesperadas descambam para a marginalidade (no sentido de ser à margem da lei, o “jeitinho” duvidoso).
Não sei como as coisas vão se desenvolver, não sou futurólogo, sou apenas um escritor que utiliza teorias da conspiração como seu material de trabalho. Crio cenários imaginários, utópicos ou distópicos, para informar e divertir através de realidades inventadas que podem ou não se tornarem reais. Inteligência e Imaginação são necessárias para um bom escritor, que dirá para um empresário, mas parece que alguns ainda não se aperceberam disso. Será?

Danny Marks

Editor Responsável do Retratos da Mente.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

O País que virou Circo. – Danny Marks


Esta é uma crônica de ficção desenvolvida na fantasia paranoide e esquizofrênica de alguém que, provavelmente, você não conhece, mas já deve ter ouvido falar.
O relato se passa ao longo de alguns anos, embora tenha sido classificada como uma crônica e, portanto, devesse ser uma espécie de fotografia de um momento. Isso deve-se ao fato de que, na impossibilidade de se entender a profundidade imediata, necessita-se do recurso da montagem de instantes progressivos, formando um mural que vai evoluindo e se tornando mais claro nessa progressão que está dada de forma estática. Um filme de um diapositivo apenas, por assim dizer, semelhante àqueles infográficos que revelam uma evolução de eventos analisados.
Se fosse possível alinhar a pré-história desta crônica, ela se perderia em eventos difusos e confusos, distorcidos muitas vezes e reafirmados de tantas maneiras que o melhor a fazer é simplesmente saltar para um recorte um pouco mais imediato, sabendo-se apenas que o que possibilitou este, foi todo um processo que se estende por décadas, séculos, talvez milênios anteriores.
Por ser uma fantasia deveria começar com “Era uma vez” no padrão clássico, e alguns analistas até iriam sorrir e dizer que essa sentença deveria vir ao final e não no início, e, talvez, estejam certos. Mas vamos fazer um pouco diferente, vamos imaginar um instante qualquer e destruir a cronologia mais específica, apenas alinhavar alguns elementos em forma de cenário e deixar que a composição artística faça o seu papel de estimular o pensamento e o sentimento, sem impor uma determinada interpretação ou (não encontrando palavra melhor usaremos esta) julgamento.
Houve um tempo em que havia um pais controlado de forma inflexível por forças que, por sua natureza, eram fortes. E como todos sabem, desde que Newton declarou para o mundo, toda força gera uma reação contrária de igual intensidade. Então, por um desequilíbrio qualquer do instante, ou por uma corrupção (e este é o termo que define a perda da integridade de qualquer coisa) da força que a sustentava, a reação assumiu o papel de principal evocadora de eventos.
Espere, não desista, vamos tentar simplificar com metáforas este tortuoso raciocínio. Digamos que haviam soldadinhos de chumbo controlando o castelo dos sonhos, mas por algum motivo que não vem ao caso no momento, mudou-se o controle para peças escolhidas e aclamadas, dentre as que compunham todo o entorno social daquele território que se vai denominar de país. Necessário dizer que estas peças aclamadas eram, basicamente, as envolvidas na manutenção, orquestração ou oposição a situação anterior. Ou seja, havia um equilíbrio tenso anterior e devido as mudanças que ocorreram pelo declínio das forças que o mantinham, formou-se com essas forças expoentes um novo equilíbrio que se supunha menos tenso. 
Diriam os mais entendidos que quando há um confronto de forças opostas sempre se dá um tipo de equilíbrio tenso, até que algo o desestabilize, mas não vamos seguir essa linha por enquanto. Digamos que, nessa nova realidade, os que não apareciam diretamente passaram a ter a possibilidade de falar e agir.
De certa forma, essa liberdade de ação acompanhou o advento da internet que ganhou flexibilidade de expandiu-se para além do que seria possível ser imaginado. Claro que, como tantas outras forças ocultas ou não, esta também passou a ser estudada e utilizada de forma mais ou menos eficiente pelos que gostam de controlar mecanismos e obter destes, algum proveito. Novamente interrompemos esta linha apenas para evitar que as ramificações se tornem extensas demais, apenas deixamos mais essa sombra difusa para compor parte do crepúsculo do cenário.
Não se pode agradar a todos, isso é fato antigo e com diversos estudos acerca, mas o que se costuma chamar de democracia tenta fazer com que a suposta maioria se sinta satisfeita com a média dos resultados obtidos. Poderíamos dizer que por “democracia” se entende uma variedade grande de sistemas políticos que buscam suas forças na representatividade da, assim denominada, maioria votante. E por “maioria votante”, poderíamos supor se tratar daqueles que expressam os seus interesses diretos ou indiretos através do uso e convencimento do uso dos votos de representação. Outra linha que fica sem uma conclusão apenas por necessidade.
“Mas quantas linhas soltas nessa sua crônica! ” Diriam os críticos de plantão (e sempre os há), ao que responderíamos: Sim, em todas as narrativas que tentam se basear em verdades, existem linhas soltas que podem ou não ser seguidas na tentativa ou não de se ampliar a verdade que demonstram. Normalmente não o são, então não fugiremos ao padrão também. Respondidos aos críticos, voltamos ao nosso relato.
Alguns personagens necessitam aparecer para que se justifique o título. Vamos então colocar alguns que podem indicar alguma coisa. Colocamos um delfin, da família dos cetáceos, é um mamífero muito hábil e inteligente, capaz de coisas insuspeitas. Poucos sabem que na mesma família encontra-se a Orca, erroneamente chamada de baleia, assassina.
Temos também alguns pássaros chamados de tucanos, que possuem um bico enorme, oco e frágil. Pelo tamanho do bico poder-se-ia supor força, mas aparências enganam, e nos tucanos elas possuem cores fortes e bonitas de se ver.
Tem um outro personagem importante, da família obscura dos calamares, a lula. Esta costuma ser pequena de apenas sessenta centímetros, mas alguns conseguem evitar os predadores e crescer até o tamanho descomunal de quatorze metros. O que não conseguem mudar é o fato de que sempre terão os pés na cabeça, por isso chamados de cefalópodes.
“Mas isso está parecendo um zoológico, não um circo” reclamam novamente os detratores da liberdade poética. Respondemos: há circos de diversas formas, alguns marinhos, outro de pulgas. Mas para que não digam que não fizemos caso das críticas, vamos acrescentar um palhaço, desses que se fantasiam com roupas coloridas, tem colarinho folgado e uma tremenda cara de pau, pintada com cores fortes. Satisfeitos? Ok, agora já temos os personagens, mas cadê o circo?
Então, essa é a parte difícil desta crônica, podemos apresentar o local, podemos apresentar alguns personagens (outros não vão aparecer porque não querem, não foram descobertos ou simplesmente se esconderam mesmo depois de revelados), mas não conseguiremos definir exatamente onde ou como se dará o circo, cuja lona ainda está sendo montada. Sim, alguns circos costumam ter uma lona por cima ou por baixo, e alguns acabam até beijando a lona no processo, uma forma de reverência, por certo.
Como todo circo que se preze, este também é revestido de uma certa magia, muita enrolação e manipulação dos humores, muito ilusionismo (você vê, agora não vê mais), e necessariamente um apresentador que vai se dirigir ao público utilizando o termo “Respeitável”.
A parte engraçada é que nenhuma das partes, seja as que compõem o circo, seja as que prestigiam o espetáculo, se preocupa com a questão primordial do que seria o tal “respeitável”. Sabemos que algo imponente, forte ou temerário é, por sua própria natureza, “respeitável”, como diz o velho adágio: Manda quem pode, obedece quem tem juízo.
E assim temos o espetáculo e o nosso diapositivo montado rusticamente. Nele podemos ver as forças anteriores, a evolução do cenário, o palhaço que não falta, e não faz falta, e vira herói das ingênuas crianças. O imenso calamar que luta pela sobrevivência atacado por pássaros carnívoros e que, por ser cefalópode, ou corre, ou pensa, e nada.
Temos também os animadores de torcida, os ilusionistas, os vendedores de pipoca estrategicamente posicionados que aplicam sal até nos doces para aumentar a sede e vender mais. E não esqueçamos dos trapezistas, dos malabaristas, dos equilibristas com suas bicicletas. Dos paquidérmicos que se movem com custo e lentidão indolente, apesar de sua enorme força e, é claro, do respeitável público para quem todo o espetáculo foi montado e que, na maioria das vezes, gostaria de estar em outro lugar, mas ficaria feio dizer que não participou de um evento tão dramático.
“Pura enrolação! Cadê o final? Onde está a sequência de fatos prometidos para compor a crônica e justificar tudo isso? ” Pedimos calma e dizemos que já estão dados os principais pontos, é o máximo que podemos relatar em tão curto espaço, já estendido por demais.
“Fomos enganados!!!” Dirão aqueles mesmos, acrescidos de alguns mais. E temos que dizer que concordamos, de certa forma. Aliás, justifica-se aqui o uso do tempo verbal no plural quando nos referimos ao narrador. Verdadeiramente fomos todos enganados, só que alguns ainda estão decidindo acerca de como, por quê e desde quando. E nem vou falar no que ainda virá, que promete ser um grandioso espetáculo, mas isso fica para a próxima fantasiosa crônica, se é que será possível construí-la.

Afinal, não há nada mais temerário em um circo do que o cair do pano.
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