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sexta-feira, 8 de maio de 2015

Aforismos de Criminal Minds 10ª Temporada


10x01 – “X”

Permaneci demais dentro da minha cabeça e acabei enlouquecendo.
Edgar Allan Poe

Só porque tudo é diferente não significa que algo mudou.
Irene Peter

10x02 – Burn

Quanto mais longe você olhar para trás, mais longe você verá para a frente.
Winston Churchill

Não é preciso muita força para se apegar, mas é preciso para deixar ir.
J. C. Watts

10x03 – A Thousand Suns

Se a radiação de mil sóis queimasse de uma só vez no céu, seria tão explêndido quanto o único.
Bhagavad-Gita (livro sagrado Hindu)

Sabemos que o mundo nunca será o mesmo. Algumas pessoas riem. E algumas pessoas choram. A maioria permanece em silêncio.
J. Robert Oppenheimer

10x04 – The ITCH

Que acontece, marotos resmungões, que de tanto coçar a pobre crosta da vaidade vos transformais em sarna?
William Shakespeare

Se livrar de uma ilusão nos faz mais sábios do que quando seguramos a verdade
Ludwig Borne

10x05 – Boxed In

Não há nada engraçado no Hallowen. Este festival sarcástico reflete uma demanda infernal de vingança por crianças no mundo dos adultos.
Jean Baudrillard

Sempre dê beijos de boa noite em seus filhos, mesmo que eles já estejam dormindo.
H. Jackson Brown Jr

10x06 – If the Shoe Fits

A vingança profunda é a filha do profundo silêncio.
Vittorio Alfieri

O dom da fantasia significou mais para mim do que qualquer talento para o pensamento abstrato, positivo.
Albert Einstein

10x07 – Hashtag

Ingenuidade em adultos, muitas vezes é encantadora. Mas, quando acompanhada de vaidade, é indistinguível da estupidez.
Eric Hoffer

Há uma comunhão mais tranquila que a solidão, e que, corretamente entendida, é a solidão perfeita.
Robert Louis Stevenson

10x08 – The Boys of Sudworth Place

Como as pessoas te tratam é o carma delas. Como você reage, é o seu.
Wayne Dyer

Nossa responsabilidade moral não é parar o futuro, mas dar-lhe forma, para canalizar o nosso destino em direções humanas e para aliviar o trauma da transição.
Alvin Toffler


10x09 – Fate

Mudança é a lei da vida. E aqueles que olham só para o passado ou para o presente certamente perderão o futuro.
John F. Kennedy

Quando se trata de vida, nos perdemos em nosso próprio fio. E onde vamos acabar é, de fato, onde sempre tivemos a intenção de estar.
Julia Glass

10x10 – Amelia Porter

Remova meu pecado e eu estarei limpo. Lave-me e mais branco que a neve serei.
Salmos 51

A Alma que concebeu uma maldade não pode nutrir nada de bom depois disso.
Sófocles

10x11 – The Forever People

Todo homem tem mágoas secretas que o mundo não conhece, e, as vezes, o chamamos de frio, quando apenas está triste.
Henry Wadsworth Longfellow

10x12 – Anonymous

A morte é o único Deus que vem quando você chama.
Roger Zelazny

Conforme a vida passa a estrada cresce estranha com novas faces e perto do fim, os marcos em suas lápides mudam, sob cada um, um amigo.
James Russel Lowell

10x13 – Nelson´s Sparrow

As lágrimas mais amargas derramadas sobre os túmulos são por palavras não ditas e ações não feitas.
Harriet Beecher Stowe

Quando um homem bom é ferido, todos os considerados bons devem sofrer com ele.
Eurípedes

10x14 – Hero Worship

A palavra mais heróica em todas as linguagens é revolução.
Eugene Debbs

O verdadeiro heroismo é notavelmente sóbrio, nada dramático. Não é o desejo de superar a todos a qualquer custo, mas o desejo de servir aos outros a qualquer custo.
Arthur Ashe

10x15 – Scream

Homens se decidem pela ira o que querem pela razão.
William R. Alger

Nada pode levar alguém mais perto de sua insanidade do que uma memória assombrosa recusando sua própria morte.
Darnella Ford

10x16 – Lockdown

Quando as portas da prisão se abrem, o verdadeiro dragão sai voando.
Ho Chi Minh

Se quer total segurança vá para a prisão. Lá você terá comida, roupa, médicos e assim por diante. A única coisa que falta é a liberdade.
Dwight D. Eisenhower

10x17 – Breath Play

Quase ninguém possui uma vida sexual que se fosse transmitida, não encheria o mundo de surpresa e horror.
W. Somerset Maughan

Crianças são como cimento fresco. Tudo que cai nelas deixa uma marca.
Haim Ginott

10x18 – Rock Creek Park

A verdade raramente é pura e nunca é simples
Oscar Wilde

10x19 – Beyond Borders

Não importa quão rápido a luz viaje, a escuridão sempre chega primeiro
Terry Pratchett

Unir-se é o começo, manter-se juntos é progresso. Trabalhar juntos é sucesso.
Henry Ford

10x20 – A Place at the Table

Se não se tem um bom pai, é preciso arranjar um
Friedrich Nietzsche

Não somos feitos sábios pela lembrança do nosso passado, mas pela responsabilidade por nosso futuro.
George Bernard Shaw

10x21 – Mr Scratch

A sua memória é um monstro. Ela é invocada pela sua própria vontade. Você acha que tem uma memória, mas é ela que tem você.
John Irving


10x22 – Protection

É a própria mente do homem, não o seu inimigo ou adversário, que o seduz para caminhos maléficos.
Buda.

Realidade é meramente uma ilusão, embora seja uma bem persistente.
Albert Einstein


10x23 – The Hunt

O mundo não será destruído por quem faz o mal, mas por quem assiste sem agir.
Albert Einstein

A vida é feita de escolhas. Nos arrependemos de algumas e nos orgulhamos de outras. Somos o que escolhemos ser.

Graham Brown

domingo, 3 de maio de 2015

Eu sei, mas não devia - Marina Colasanti


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
(1972)

Marina Colasanti nasceu em Asmara, Etiópia, morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil. Publicou vários livros de contos, crônicas, poemas e histórias infantis. Recebeu o Prêmio Jabuti com Eu sei mas não devia e também por Rota de Colisão. Dentre outros escreveu E por falar em Amor; Contos de Amor Rasgados; Aqui entre nós, Intimidade Pública, Eu Sozinha, Zooilógico, A Morada do Ser, A nova Mulher, Mulher daqui pra Frente e O leopardo é um animal delicado. Escreve, também, para revistas femininas e constantemente é convidada para cursos e palestras em todo o Brasil. É casada com o escritor e poeta Affonso Romano de Sant'Anna.


O texto acima foi extraído do livro "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996, pág. 09.



Adaptação do texto "Eu sei, mas não devia" de Marina Colasanti recitado por Antônio Abujamra.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Me vê dois quilos de Educação, por favor. – Danny Marks



                Crise na educação? Que crise? Me desculpem os que tem opinião contrária e se baseiem em teorias e históricos, em dados tabulados ao longo dos anos, mas o que apresento não é uma tese acadêmica, embora alguém possa se predispor a buscar os embasamentos necessários para tal.
                Este é um artigo de opinião, de quem vivenciou e observou de vários ângulos a chamada “Crise da Educação”. Em primeiro lugar é preciso definir: que crise?
                Entre os especialistas, com ou sem aspas, não há consenso. Uns dizem que é uma crise do modelo educacional que está ultrapassado, outros que o problema é da sociedade permissiva e da falta de limites que os pais deveriam impor aos filhos (para o bem deles mesmos), outros ainda afirmarão que a culpa é do governo que não quer um povo instruído e que os salários são baixos.
                Há os que digam que a culpa é dos profissionais da educação por não utilizarem novas técnicas e tecnologias, ainda que a maioria das escolas só disponham da tecnologia da lousa verde de do giz branco.
                Outros alegam que o grande vilão é o currículo voltado mais para as especificidades genéricas e não para a formação de cidadãos voltados para o mercado de trabalho e para a cidadania.
                E enquanto há vários “vilões” possíveis nessa história, culpa-se o governo por não dar jeito, culpa-se o professor por não se impor e dar limites aos alunos, culpa-se os pais por não educarem os seus filhos, culpa-se a escola por não se decidir se deve instruir ou educar, ou ambos, de alguma forma que ninguém sabe definir como seria. E o inferno continua sendo o Outro.
                Talvez o problema seja tudo isso, de certa forma, e mais um pouco. A crise vai do baixo salário à mentira de que um professor é um ser especial, mágico, capaz de formar ou deformar uma nação e que, de alguma forma, não sabe ou não faz uso da força que possui.
                A crise vai da falta de investimentos na educação porque isso não aparece no curto prazo das campanhas eleitoreiras, e desaparece rapidamente na memória dos falsos cidadãos que jamais tiveram uma educação politizada, mais voltada para o bem comum do que para os interesses próprios, uma imersão no sujeito histórico de sua própria comunidade, um registro de valores morais que nasce na família e se estende na escola e na sociedade.
                A crise vai da falta de interesse dos pais, dos alunos, dos professores, do governo, da sociedade, até a falta de perspectivas verdadeiras, a falta de interesse em buscar soluções viáveis e aceitar as responsabilidades individuais, porque educação é construída por todos os agentes envolvidos e não por indivíduos heroicos salvadores da pátria.
O próprio conceito de pátria já deveria dar conta disso: Pátria, do latim patriota (terra paterna), é o lugar onde se nasceu ou se adotou criando vínculos afetivos, valores culturais, morais e sociais, onde se desenvolveu uma história. Pátria é o primeiro conceito de educação que se deveria aprender e manter pelo resto da vida, sendo a base de todo o conceito de quem é o agente da Educação.
                A crise atual da educação é uma crise de paradigma, que começa justamente pela crise do paradigma de Pátria. Quando o mundo se tornou globalizado, quando se tornou possível assistir uma tragédia no Nepal com milhares de mortos ao mesmo tempo que uma partida de futebol na cidade vizinha, ou um casamento em alguma ilha particular no pacífico sul. Quando o seu quintal se estende até os confins da galáxia, com imagens das mais modernas sondas espaciais, e no seu bolso cabem idiotices do mundo todo, transmitidas como notícias importantes de um segundo de fama.
                Ai começa a crise do paradigma da educação. Como preparar para uma sociedade que se reinventa a cada milionésimo de segundo e que muda de percurso ou de necessidade com a mesma velocidade, ou pior, que acumula necessidades e velocidades e percursos e objetivos e certezas e indefinições e...
                Quando os valores se tornam tão relativos que deformam o tempo e o espaço, e a própria realidade se perde nas incertezas quânticas, na subjetividade do observador que determina o evento, na possibilidade da Matrix ser uma realidade inventada pela nossa mente que necessita ordenar o que não pode ser ordenado, porque o universo é caótico. E nem universo é mais, multiverso, sem sentido, sem objetivo, sem relação de causa e efeito, sem ordem. Quando nada mais faz sentido.
                Então, talvez, esteja na hora de repensar os paradigmas; de atribuir valores possíveis às incógnitas para poder se alcançar, e testar, as incertezas; de se repensar as atribuições e focar os objetivos não como algo determinístico, mas como um meio para se ir além.

                É preciso se repensar o indivíduo perante a sociedade, a sociedade perante a comunidade, as responsabilidades perante o seu objetivo em particular em relação ao objetivo geral, a pátria em relação à educação e a educação em relação a formação do Ser e do que podemos nos tornar se não deixarmos de buscar culpados e começarmos a olhar, cada um de nós, no que estamos fazendo hoje para construir o amanhã, que nos alcançará com velocidade superior a da luz, coisa que sequer imaginamos ser possível.
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