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quinta-feira, 31 de maio de 2018

Os Caminhos da Narrativa – Danny Marks





            É muito comum se falar dos benefícios de um livro para a vida das pessoas, inúmeras vantagens são levantadas pelos autores e divulgadores e não vou gastar seu tempo falando sobre isso. Mas, será que é apenas pela possibilidade de divertimento, de instrução, de autoconhecimento e coisas afins que é importante ler um livro? No Brasil, nas últimas décadas, temos observado um movimento interessante. Há cada vez mais autores iniciantes lançando seus livros e tentando uma carreira nessa área, alguns com relativo sucesso, por algum tempo. Por outro lado, vemos um declínio significativo do mercado de livros (não confundir com mercado editorial, que é outra coisa). Também não vou aprofundar na questão de que ainda precisamos inventar um mercado de LIVROS no Brasil, porque já fiz isso em outros momentos e o objetivo deste texto é diferente, embora haja muitos pontos em comum com essas outras questões. Então vamos lá.
            As narrativas têm evoluído ao longo dos séculos, e isso é bom porque, em última análise, criatividade é o nosso negócio, certo? Alguns fatores são cruciais para que essa evolução se efetue. Em primeiro lugar há a realimentação dos temas. Uma temática tem que ser relevante para conquistar algum sucesso e longevidade na construção de um texto literário, isso significa dizer que o texto literário se apropria das condições de uma sociedade, elabora de forma artística e devolve para a sociedade os desdobramentos possíveis até os limites da imaginação e, em muitos casos, influencia os rumos dessa sociedade para algum caminho diferente. Esse movimento quase orgânico é semelhante ao que se pode perceber em qualquer sistema evolutivo, as soluções importantes prevalecem e se multiplicam, até que se tornam comuns e outros desafios se impõem exigindo novas soluções, enquanto que as que não são relevantes apenas desaparecem pelo peso de sua falta de sintonia.
            Não vou tentar descrever a miríade de modelos literários que foram criados, ampliados, ramificados e remodelados ao longo dos tempos, porque isso seria um trabalho para uma vida inteira e não haveria espaço aqui para isso. Vamos nos concentrar em algo mais específico e que serve como um dos pilares para vários modelos literários, a Jornada do Herói. É chamada assim porque trabalha com um formato específico, linear, de construção do personagem (o herói) que se encontra em uma zona de conforto até que é provocado por um chamado (algo que o obriga a sair dessa zona de conforto) e é auxiliado por um guia em sua jornada em busca de algo que vai promover o retorno à estabilidade perdida quando alcançar um determinado objetivo. Ao longo da jornada o herói terá que lidar com várias dificuldades e ao supera-las sozinho ou com ajuda de outras pessoas, vai desenvolvendo capacidades anteriormente adormecidas, além de sabedoria, e conquistando ferramentas na construção de seu destino.
            Se identificou? Provavelmente sim, porque a Jornada do Herói é em maior ou menor grau uma metáfora da saída da infância, o percurso da adolescência rumo à maturidade, que todos passamos em algum momento. Por isso mesmo é um dos pilares de vários modelos literários de extrema eficiência, afinal todos passamos por essa fase em nossas vidas, embora alguns não a superem com todos os méritos, mas isso é outra história. O problema, e nesse ponto é que iniciamos o nosso desvio, é que a sociedade evoluiu para uma forma em que cada vez menos há espaço para os heróis que centralizam em si a força e as soluções em jornadas razoavelmente solitárias, embora solidárias. Sem falar que cada vez mais, na sociedade atual, há uma identificação maior com o Vilão, o adversário do herói, a ponto de muitas narrativas inverterem o sentido e quase apagarem a linha divisória entre um e outro criando uma variante que denominamos o anti-herói, que é quase um vilão que deu certo quebrando as regras e fazendo as coisas necessárias de forma diferente do que está estabelecido a despeito do custo envolvido.
            Essa identificação com o anti-herói muitas vezes é maior do que a identificação com o herói, porque é mais comum em um mundo em que as regras mudam rapidamente e há necessidade de fazer diferente do padrão estabelecido e ainda assim funcionar bem para todos. O anti-herói não é contra o caminho do herói, mas um caminho paralelo, sombrio, onde não há certezas de sucesso e decisões difíceis são exigidas constantemente sob o risco de tornar as coisas piores, e não melhores. Se identificou com esse modelo? Pois é, na sociedade tecnológica as regras mudam rapidamente, e apenas aqueles que são capazes de fazer diferente e melhor são os que obtém sucesso. Nesse mundo tudo precisa evoluir, até mesmo os vilões, ninguém é bobo de acreditar que os desafios vão se manter os mesmos e é preciso sobreviver a qualquer custo. A sociedade pressiona nesse sentido “Seja igual a todos, mas faça melhor que qualquer um”, ou seja um paradoxo. Como fazer algo igual, a partir das mesmas bases, e obter resultados melhores?
            Essa é a grande charada da evolução. Seguir as regras até o limite de adquirir força suficiente para superar as regras e dar um salto no desconhecido. Se é desconhecido, não haverá guias, não haverá regras claras, quando muito a certeza de riscos e a possibilidade do fracasso, mas que se conseguir superar obterá uma capacidade inigualável, ou rapidamente será esquecido sem qualquer epitáfio. A pior parte do caminho do anti-herói é justamente essa, ele não tem uma zona de conforto, o chamado para a aventura não existe, ou melhor, sempre existiu e se chama sobrevivência, implicando que dependerá dos recursos da sociedade que o sustentou e agora exige a mudança, porém fará tudo para que fracasse e resistirá a qualquer alteração da balança do poder. O anti-herói precisa provar seu valor para ser reconhecido, o que é impossível até que a tarefa esteja completa, mas para conseguir alcançar o seu objetivo terá que convencer os provedores de recursos a ajuda-lo, fazendo o mesmo salto que ele no desconhecido.
            É nesse cenário de incertezas absolutas, de caos constante e desafios absurdamente enormes que o anti-herói tem que continuar sobrevivendo, e suportando as perdas pessoais e dos aliados que se arriscaram junto com ele nesse caminho, seguindo sua visão e confiando em suas habilidades. Parece impossível? Então considere que as coisas estão tão ruins que as chances de sucesso são mínimas para qualquer um, se nada for feito o fim já está decretado, por outro lado se fizer algo errado pode acelerar o fim OU pode encontrar uma solução inusitada para o problema, que permitirá que o próximo da fila consiga avançar mais um pouco. O anti-herói, nesse contexto, é a evolução do herói que depois de ter conquistado a sabedoria, de ter feito sua aventura e vencido coisas terríveis, percebe que esse é apenas o início da jornada e não há um “viveram felizes para sempre”, pelo contrário, os adversários agora sabem do que é capaz e se preparam para vencê-lo e destruir tudo o que conquistou. Sabe aquele mosquito que sugou o seu sangue? Ele é mais fácil matar enquanto está com a barriga cheia, porque se move mais lentamente, está mais pesado, a fartura o coloca mais próximo do risco pela indolência.
            Um herói evita arriscar a vida dos amigos e aliados, por isso que facilmente conquista apoio, o vilão não se importa com ninguém e por isso tem dificuldade de manter o apoio,  já o anti-herói sabe que não pode proteger a todos e a si mesmo, então escolhe não ter aliados ou prepara-los para se defenderem sozinhos, apenas apontando a direção para onde pretende ir e se aproveitando de qualquer avanço que puder tornar seu, mesmo que ao custo dos que o seguem. Percebe que essa é uma forma de apresentar a teoria da Evolução das Espécies de Darwin? Os melhores preparados sobrevivem, isso quer dizer que nem todos vão conseguir, ou melhor, para que alguns sobrevivam, todos tem que dar o seu melhor e criar soluções que ajudem a coletividade e a si mesmos, não há um indivíduo que vai solucionar tudo, mas um grupo de indivíduos que pode potencializar suas chances trabalhando por um objetivo em comum. Parte desse grupo não vai chegar ao final, não vai suportar, mas de outra forma ninguém conseguirá vencer a adversidade, o herói passa a ser aquele que se sacrifica pelos outros e não o que chegou até o final. Nesse modelo a coletividade se torna mais eficiente que o indivíduo e se alimenta dos indivíduos que a compõe, e obriga a um outro tipo de habilidade, a do Líder que motiva os que o acompanham e se arriscam junto em um projeto. O líder, diferente do herói, não tem todas as respostas e vai cometer erros, por isso tem que rever constantemente suas estratégias para não perder o apoio e a força que o grupo lhe fornece. Um líder egoísta morre sozinho ou é morto pelos que o apoiavam. Só um líder que tenta atender as necessidades da coletividade, mesmo lutando contra essa mesma coletividade, consegue apoio para sobreviver por tempo suficiente para fazer a diferença, até ser substituído por outro melhor capacitado que se formou no âmbito do grupo. É como o macho alfa de um bando de predadores, que tem seguidores enquanto conseguir sucessos, mas gera e sustenta os que irão substituí-lo entre os amigos e adversários.
            Conseguiu perceber os links com algumas narrativas de sucesso? Acredita que é injusto? Não é, se olhar pela perspectiva da evolução. Tudo tende a um declínio na natureza, chama-se entropia. A única forma de evitar a entropia é justamente manter a evolução constante, isso significa tornar as coisas diferentes para que continuem a funcionar, até porque tudo muda quando as soluções deram certo. Algo que muda para permanecer igual tende a decair em sua energia gerando a estagnação, a entropia. É por isso que há um movimento crescente da distopia, aquele modelo literário que quebra as regras e tenta demonstrar da forma menos idealizada os fatos, destruindo a jornada do herói e seus maniqueísmos e tentando demonstrar que entre os dois extremos há um universo de possibilidades interessantes, mas nem todas viáveis ou benéficas para os envolvidos, por isso é importante ter cuidado com as escolhas que se faz e quais regras pretende quebrar.
            Foi nessa linha de argumentação que desenvolvi um modelo literário diferenciado, para poder alcançar o máximo potencial da narrativa que se tornou o eixo central da Saga SOBREVIVENTES. Em primeiro lugar abandonei a jornada do herói, a jornada do anti-herói, a jornada do vilão e estabeleci um modelo em que nenhum personagem é mais importante que o outro, mas todos tem um papel fundamental no desenvolvimento da trama. Isso gerou um problema enorme para compor a narrativa, não havia um modelo que pudesse me apoiar, era um terreno pantanoso que tinha tudo para dar errado e apenas algumas possibilidades de sucesso. Tive que refazer todo o projeto diversas vezes ao longo de seis anos de trabalho, reformulando tudo até chegar ao ponto em que gerava os resultados desejados. A narrativa cresceu tanto que não cabia mais em um único volume e isso me obrigou a quebrar outro paradigma. Em Sagas é comum que a narrativa vá evoluindo ao longo dos volumes que podem ser intermináveis, enquanto o leitor tiver interesse, e as vezes não há interesse justamente porque são vários volumes para contar uma história. A solução foi pensar de outro modo, mais de acordo com a realidade das coisas e em consonância com o modelo que desenvolvi. Se os personagens são importantes em sua história, e são relevantes na história como um todo, mas nenhum é insubstituível, então porque não tornar cada livro independente, fazendo parte de um todo maior que vai se construindo?
            No modelo que construí para a narrativa distópica desenvolvida em SOBREVIVENTES, o eixo central é a sobrevivência. Sem vilões, heróis, anti-heróis, personagens centrais, mas com tudo isso junto, em histórias que se desenvolvem em livros fechados, com início, meio e fim, mas que compõem e ampliam o universo criado em que existem. São como peças de um quebra-cabeças em que cada uma se basta, mas que quanto mais peças, maior a diversão. Percebi uma coisa interessante nesse modelo, cada livro pode ser feito com um modelo diferente, que pode até ter a jornada do herói e seus maniqueísmos, pode ter a jornada do anti-herói e suas complexidades, pode até ter a jornada do vilão e suas perspectivas, ou pode ter tudo isso junto e misturado em uma narrativa diferenciada, como o volume de abertura que leva o nome da saga, SOBREVIVENTES. Onde quero chegar com essa loucura toda? Não sei, não há um objetivo a ser alcançado, mas uma jornada a ser percorrida que pode ajudar aos que trabalham com os modelos clássicos a progredirem e pode ajudar aos que querem romper com esses modelos a ver outras perspectivas, ao mesmo tempo que ofereço aos meus leitores uma forma diferente de narrar essa aventura e encantar, instruir, denunciar, questionar e divertir.
            Antes mesmo de ser lançado o primeiro volume, desenvolvi três livros dentro do modelo para verificar a funcionalidade. Estão prontos e serão lançados seguindo uma estratégia de marketing diferenciada, porque, como disse lá no início, precisamos inventar um mercado de livros no Brasil, e se é para inovar, vamos fazer bem feito. A evolução é necessária e para que as coisas funcionem, precisamos pensar que cada um dos envolvidos vai ter que contribuir com a sua parte para a coletividade e fazer com que seja conquistado algo que poderá nos dar uma nova chance de continuar tentando fazer melhor, usando tudo o que já sabemos e todas as regras já estabelecidas, mas avançando no desconhecido e inventando novas soluções para um mundo que tem que se recriar constantemente, para se manter vivo e evoluindo. Não há outra opção viável se quisermos continuar a nossa jornada em busca do melhor que podemos obter, sem destruir os caminhos para os heróis, anti-heróis e vilões que merecem ter suas histórias contadas e recontadas até que não sejam mais necessárias.
            Quer saber mais? Continue acompanhando nos meus canais o desenvolvimento desta jornada. Apresentarei oportunamente todos os bastidores da Saga, os modelos utilizados em cada um dos volumes, as técnicas de construção da narrativa e dos personagens e muito mais. Conto com o apoio de todos para que possa realizar essa jornada sem heróis ou vilões, mas com pessoas que vão dar o melhor de si para atingirem um patamar mais elevado de evolução. Deixe suas dúvidas, criticas, sugestões, apoio, nos comentários, todos serão parte desta história que estamos escrevendo juntos. As coisas nunca mais serão as mesmas, e isso faz toda a diferença no sucesso.

Danny Marks, 2018

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Projeto Invasor de Si Mesmo – Danny Marks


A ideia deste projeto é escrever um romance aberto. Os leitores podem opinar a vontade sobre os eventos e isso pode (ou não) alterar os rumos da história. Quer brincar com a gente? Toda semana terá um capítulo novo, até a realização final do romance.

O Argumento:

Um homem acorda de madrugada assustado com algo que não sabe o que é. Investiga a casa inteira e não encontra nada de diferente ou estranho, então tem o pior susto de sua vida: A pessoa que ele vê no espelho não é ele.
Assim começa a história que vai contar a trajetória do André Fontes que lembra de todas as coisas da sua vida, que é reconhecido pelos amigos e pela noiva como sendo a pessoa que acredita ser, mas que não reconhece o próprio rosto como sendo seu. Dia após dia, em uma crescente busca por explicação, André vai recorrer aos amigos, à ciência, ao sobrenatural e ao fantástico para encontrar a solução para o seu problema.

Contado em dupla primeira pessoa, a do investigador que precisa encontrar o desaparecido tendo como único ponto de partida as páginas de um diário eletrônico que intercala a narrativa em flashback de plano principal, esta narrativa vai se embrenhar no caminho do estranhamento de si mesmo, aprofundando nas questões da neurociência, da psicologia, das fronteiras da reconstrução das memórias, aos obscuros caminhos do misticismo e da fantasia até as mais loucas teorias conspiratórias, passando por questões filosóficas e emocionais.

Com duas perspectivas em primeira pessoa, a do homem que vivenciou o problema em tempo real, e a do investigador que terá que encontra-lo e descobrir o que ocorreu, o leitor poderá acompanhar este relato e traçar suas próprias descobertas e dúvidas, podendo alterar os rumos da história (ou não), na busca para descobrir respostas fundamentais como Quem realmente somos? Quem escuta o discurso interno em nossa cabeça? Quais os limites da mente?

Este projeto está em andamento aqui na página O Invasor de Si Mesmo (clique na aba correspondente) e no Google+ na coleção Invasor de Si Mesmo ( basta clicar no link ). Quem quiser participar é só deixar seus comentários e acompanhar a história.

Agradeço a todos o sucesso que este projeto tem alcançado, com novos seguidores a cada dia, ultrapassando com boa margem a expectativa inicial. Obrigado por compartilharem, comentarem, participarem desta brincadeira que resultará em um eBook que será disponibilizado após os trâmites de produção, revisão, ampliação e inserção nas plataformas. Valeu!!!


terça-feira, 15 de agosto de 2017

Comunicado Importante - Danny Marks


Olá leitores do Retratos da Mente, devem ter percebido que houve um decréscimo de postagens no blog, além de alterações recentes. A questão é que tenho que fazer uma escolha séria. Ou reformulo completamente as estratégias em relação a minha carreira como um escritor profissional, ou vou ter que abandonar completamente essa ideia e pensar em algo completamente diferente.
Venho falando há algum tempo sobre o mercado literário brasileiro e suas crises, então não há o que estranhar quando editoras, livrarias, escritores, etc resolvem encerrar suas atividades e partir para novos rumos. Tenho observado diversos autores nacionais terem sérias dificuldades, enquanto outros assumem os postos. Tenho visto modelos antigos (e ruins) de publicação retornando, outros modelos sendo criados, mas ainda é visível e incontestável que no Brasil, só fica famoso quem é famoso, só ganha dinheiro quem tem dinheiro (as exceções ilícitas não vou considerar, estou falando de um trabalho honesto, dentro das regras), salvo raras exceções que as mídias adoram apontar como "cases de sucesso", mas cá entre nós, desde o século passado quando estudei administração, venho dizendo que exceção não é regra e essa conversa de que "o cara fez, então você também pode" é balela de auto-ajuda e (muitas vezes) armadilhas de mal intencionados. Alguém conseguir fazer só demonstra que é possível, mas não significa que a regra está estabelecida.
O que vale, em termos de negócio, é criar uma estratégia solida com base em um estudo prolongado, levando em conta os recursos disponíveis e com um bom plano de contingência para o caso de imprevistos ocorrerem. Em outras palavra, vai na fé e se der tudo errado, reza em dobro. 

Brincadeira, mas não se pode negar que mesmo uma estratégia muito bem elaborada pode esbarrar em imprevistos que podem derrubar todo o esquema, enquanto um improviso pode acabar encontrando um meio favorável e dar muito certo, por algum tempo. Um bom administrador tem que levar em consideração todas as variáveis e sempre ter um plano B na manga para o caso dos imprevistos serem desfavoráveis, ou até mesmo para dar tudo mais certo do que previsto (sim, isso pode ser um problema, porque rapidamente cria uma expectativa que pode ou não ser cumprida e precisa de uma análise rápida para saber se é uma tendencia ou uma "moda" que logo vai desaparecer). Prever e planejar no curto, médio e longo prazo em tempo real e durante todo o processo, é a marca de um bom administrador. 
Infelizmente, sou melhor escritor que administrador, mas atualmente para ser escritor tem que ser administrador, relações públicas, marketeiro, agente cultural, ativista social, historiador, psicólogo, político, empreendedor, sociólogo, filósofo, e por ai vai. Além de ter que dominar as técnicas de escrita e arrumar algum tempo para pesquisar os temas a serem trabalhados. Ser rico ajuda bastante, pode contratar uma equipe para fazer todos os trabalhos e se dedicar a essência da escrita que é, acreditem, escrever!!! Ser famoso também ajuda, porque pode captar investidores ricos e eles contratam as equipes. Quando não se é nem rico, nem famoso, então... você tem que dar um jeito de fazer as coisas darem certo por outros caminhos mais difíceis (nem preciso falar qual é o meu caso).

Não sei se felizmente ou infelizmente (não há consenso nem entre os poucos adversários que tive ao longo da vida) sou uma pessoa teimosa e inteligente, dotado de criatividade dita acima da média (Já ouviram a minha frase que Criatividade é o meu negócio? Pois é...) e sempre que esbarro em um problema estudo todos os ângulos, testo possibilidades, analiso resultados, crio estratégias e, na maioria das vezes, consigo superar de alguma forma (com a ajuda de amigos, sempre fica mais fácil). Não a toa que o lema do meu grupo de estudos misticos, que ajudei a montar e presidi por vários anos, era "Fazemos o possível hoje, e o impossível amanhã".
Ok, onde quero chegar com tudo isso? Que estou decidido a fazer a maior (e talvez a última) aposta da minha vida, me tornar um escritor mundialmente famoso e (de preferência) rico. Para tanto vou reformular completamente as estratégias, mobilizar meus amigos, leitores, colegas, incentivadores, apoiadores, etc em uma grande aventura que pode mudar completamente os rumos da história do mercado de livros brasileiros e a própria literatura nacional. 

Achou ambiciosa a proposta? Claro que é, sempre pense grande quando traçar os seus objetivos, depois pense nos pequenos detalhes que serão sua escada para alcança-lo. Dessa forma não será surpreendido por nenhum dos fatores que possam aparecer, nem mesmo o sucesso da empreitada (é, tem gente que não sabe o que fazer quando consegue um sucesso depois de ter batalhado muito, já deve ter ouvido histórias verídicas a respeito).
Como mudaria a história do mercado de livros nacionais? Simples, porque nunca deixo de pensar no crescimento dos que estão lutando ao meu lado. Essa é a marca da minha trajetória até agora e vai continuar sendo. Crescemos juntos, para crescer melhor, abrimos caminhos para que todos possam passar e ver novos horizontes. O mercado de livros no Brasil sempre foi um mercado de nichos, falar em crise é até ridículo nesse contexto, mas pretendo mudar isso. Será um longo percurso até chegar nisso, mas estou acostumado com histórias complexas, sem heróis, sem vilões, apenas pessoas fazendo o que podem para viver um amanhã melhor.
Por isso estou dando um ponto no trabalho deste blog e de outros que participei. Mas não é um ponto final, é apenas o encerramento de uma ideia e a abertura de um novo capítulo que ainda não sei como será exatamente (ainda estou trabalhando nos detalhes), mas que vai seguir um rumo diferente, a começar pela marca Danny Marks, que podem observar encimando esta postagem. 
Podem se preparar para ouvir falar muito dessa marca. Podem se preparar para conhecer o melhor que posso fazer. Meu estilo literário central vai ser a FC & Fantasy, nos moldes clássicos, aqueles que embalaram a minha infância com Arthur Clarck, Isaac Asimov, Poul Andersen, Dean R Koontz, Ray Bradbury, Stephen King, entre outros, mas vou fazer incursões também na Comédia de Costumes, no Horror, no Policial, e pode ser que tudo isso acabe aparecendo em um mesmo lugar, porque a minha literatura pode ter ponto de partida, mas não pretende ter um destino final.
Quer fazer parte desta aventura? Então fique de olho aqui e nos diversos lugares onde se fala de literatura. Procure Danny Marks no Facebook, no Google Plus, na internet. Apoie, divulgue, leia, compartilhe, cresça junto, tenho certeza que vai gostar bastante do que virá. E se quiser falar diretamente comigo, mandar sugestões, pedir explicações, o que quiser (não sei se vou atender a todos os pedidos, mas pode tentar, não?), pode mandar email para dannymarksblog@gmail.com ou aguarde os canais de contato que serão abertos junto com o site que estou desenvolvendo. Venha fazer parte dessa jornada sem herói, mas com uma força imbatível, e que as Estrelas continuem a iluminar os nossos caminhos. Assim será.

Danny Marks
Escritor
15/08/2017

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Dez Razões para falar sobre “13 Reasons Why” – Danny Marks


              Sou obrigado a fazer uma pausa na escrita do meu novo romance para falar sobre a série que está provocando uma certa celeuma nas redes sociais. Normalmente não me interesso por essas “brigas” que quase sempre não levam a nada, mas neste caso me interessei pelo tema anteriormente e iria assistir a série oportunamente, só antecipei devido a própria confusão que se estabeleceu, para poder até me posicionar, quando solicitado. Eis a primeira razão para falar da série 13 Reasons Why.
              13 Reasons Why, ou Os 13 Porquês (no Brasil) ou ainda Por Treze Razões (em Portugal) é uma série americana produzida pelo canal Netflix baseada no romance de Jay Asher que tem o mesmo nome, mais especificamente Thirteen Reasons Why. Foi adaptada por Brian Yorkey e Diana Son, tendo a primeira temporada treze episódios disponibilizados no Brasil em 31/03/2017 pelo canal Netflix, tornando-se sucesso imediato e alvo de todo tipo de comentários e críticas. A série é apresentada, basicamente, da seguinte forma:  “Após o suicídio de uma adolescente, um colega de turma encontra fitas que revelam os misteriosos motivos de sua decisão”.
              OK, acho que já dá para ter uma ideia do que quero comentar. Não se trata de uma resenha, está mais para uma análise sobre o conteúdo da série e sobre os temas levantados por ela, bem como sobre as discussões que tenho assistido em vários lugares. Vou procurar não dar spoilers, mas realmente não vejo nenhum problema, porque a principal razão para se assistir é justamente o clima emocional que a série suscita no público.
              Sim, a série é pesada, como muitos confessam. Não teria como não ser se trabalha o tema central do suicídio, não é mesmo? Mas esperem. Isso está errado. Na minha leitura da série, e comprovo isso com os fatos e argumentos que vou apresentar, não é essa a intenção, não é esse o tema central, embora ele esteja lá sobre as cabeças o tempo inteiro, e talvez tenha sido exatamente essa perspectiva que tenha provocado tantas reações negativas. Essa é a segunda razão para eu falar sobre a série.
              A série é sobre adolescentes. Em particular sobre adolescentes americanos de uma escola secundária se preparando para iniciarem suas carreiras adultas em faculdades e, como dizem, “definir o futuro”. Quem já assistiu uma das inúmeras formas de “Malhação” ou filmes que trabalham a questão do “modo adolescente de viver”, vai saber que vai rolar o bullying, vai rolar o sexo entre jovens, vai rolar as intrigas e brigas, vai rolar o romance e suas complicações, vai rolar drogas e rock’n’roll. Então o que tem de mais nesta? O suicídio, é claro! Só que não. E essa é a terceira razão.
              Em primeiro lugar há a questão de que a narrativa ocorre em dupla perspectiva. Para os que não sabem, é basicamente contar uma história através dos olhos de dois personagens, o que implica, neste caso, trabalhar com flashbacks sobrepostos a realidade corrente. Os flashbacks são a perspectiva dada pela personagem que, todos sabem, suicidou-se e apresenta a sua versão dos fatos através de fitas de K7 (para os mais novos, eram equipamentos que permitiam a gravação de sons na era pré-histórica da internet, pesquisem a respeito, vão ler coisas interessantes). A sobreposição permite que seja apresentada a realidade presente que segue um dos personagens, o que recebe o conjunto de 13 fitas com os motivos para o suicídio, em um pacto unilateral de compartilhamento com os supostos responsáveis por ele.
              Uma analogia interessante é que tanto as treze fitas, quanto os treze capítulos da série, estão disponíveis e acessíveis para serem vistos imediatamente, sem precisar passar por todo o processo de seguir a linha de raciocínio e por toda a tensão que é provocada pelo suspense gerado. Mas espera, que suspense? Se todos sabem, antes de iniciar, que houve um suicídio, isso está posto claramente, sem retorno. A questão é que a série não trabalha com a jornada do herói, não trabalha com maniqueísmos do “grupo do bem contra o grupo do mal”, como normalmente acaba acontecendo nessas séries para adolescentes. Aqui todos que sabem da existência das fitas estão envolvidos de alguma forma com o suicídio, e o protagonista que vai servir de referência para a linha de tempo atual é um garoto nerd, de bom coração, um cara legal e respeitador. Então, por que ele está ouvindo as fitas? Por que ele está relacionado nas fitas? Esse é o mistério e esta é a quarta razão para falar sobre a série.
              Não vou falar sobre as ótimas interpretações dos atores mirins ou adultos e outros detalhes técnicos porque isto não é uma resenha. Este é um texto para comentar sobre o motivo de achar esta série importante, não apenas para os adolescentes que são o público-alvo principal (sim, é um termo horrível para se usar quando se fala de uma série que tem como mote o suicídio de uma adolescente), mas principalmente para os pais. E recomendo que assistam juntos, sério! Provavelmente vão se identificar com algum dos personagens, jovens ou adultos, porque isso é o que faz a série bacana. Ela fala sobre coisas que nos atingem há tempos, que todos sabem que acontecem, mas que parecem revestidas por um pacto de silêncio baseado na culpa. ESSE é o mote central da série, e esta é a quinta razão para eu falar dela.
              Quem nunca sofreu, ou sofre, de bullying? Quem nunca sentiu a pressão do mundo na forma das cobranças gentis ou não da sociedade em que vive? Quem nunca teve que se deparar com as particularidades de sua personalidade e ter que fazer escolhas difíceis sem qualquer base emocional, racional ou apoio de qualquer espécie, porque todos parecem integrados em algum grupo e apenas você não pertence a nenhum, pior, parece que até mesmo os seus amigos estão contra você e não o conhecem direito. Quem nunca fez loucuras tentando se integrar? Quem nunca se ressentiu dos sucessos alheios? Quem nunca acreditou que o mundo é injusto? Atualmente é comum as pessoas perceberem que “coisas ruins acontecem para pessoas boas”, mas falta dizer que “coisas ruins SÃO FEITAS TAMBÉM por pessoas boas. E essa é a sexta razão para falar da série.
              Somos levados a olhar para o entorno pela perspectiva de dois adolescentes que tinham tudo para serem felizes, mas que foram sistematicamente massacrados pelo “sistema” e vamos pouco a pouco percebendo que somos parte desse sistema, que fomos agressores e agredidos, fomos violentados e violentadores, apenas porque calamos diante de coisas desagradáveis demais para falar abertamente, assumir nossa parcela de responsabilidade, assumir nosso despreparo, assumir nossa negligência, assumir nosso egoísmo que nos impede de olhar o outro não pelo que queremos que seja, mas pelo que realmente é, com medo de ver também a nossa dor nos olhos desse outro. Fingimos que vai dar tudo certo, que as coisas vão ser superadas de alguma forma, porque superamos de alguma forma e é assim que as coisas acontecem. Mas nem sempre dá certo, não sem cicatrizes profundas, não sem vítimas. E essa é a sétima razão.
              Está me acompanhando até aqui? Então vamos em frente, está chegando ao final e logo vai perceber que existe um espaço para você também neste texto. Você também é responsável. Isso porque não importa a sua idade, você pode se ver ali, naquele relato tenso, emocional, triste. Você também vai julgar este ou aquele, vai se sentir ferido novamente por algo que fez ou deixou de fazer, vai ler as mesmas justificativas que os personagens dão e que lhe pareciam tão boas na sua boca, mas na dos outros, não parecem tão boas ou tão justas assim. E vai começar a pensar que talvez precise fazer algo a respeito disso. Assumir a sua parte por mais horrível que possa ter sido e se responsabilizar por ela, sem desculpas, antes que seja tarde demais para alguém. Porque a questão não é sobre o suicídio de uma adolescente que sofreu inúmeros ataques, que foram se somando e roubando pedaços de sua vontade de viver. Não é demonstrar que somos todos culpados em maior ou menor grau, e que poderíamos com um gesto simples, ter interrompido uma tragédia anunciada. A questão é que, como o personagem diz “é preciso que comecemos a nos tratar melhor, e tratar melhor os outros”. E essa é a oitava razão para que eu fale disso.
              Calma, está chegando ao fim, depois pode fazer o que quiser. Só aguente mais um pouco, porque agora vou entrar diretamente no cerne das brigas nas redes sociais. Será que era necessário mostrar o suicídio? Confesso que quando li alguns argumentos, me perguntei a respeito disso, antes de ver a série. A cena do suicídio que ocorre apenas no último capítulo é forte e sem qualquer romantismo (que alguns atribuem não sei porquê. “Estão romanceando o suicídio”, dizem). Aparece a garota que já havia decidido que não tinha mais jeito, depois de ter tentado tudo o que imaginava ser possível, até mesmo pedir ajuda, sem ter conseguido resultado. Aparece ela sentindo a dor (muito bem representada) ao cortar-se, o sangue jorrando, a aflição de continuar a ação que nos contagia e, confesso, oprimiu o meu coração até o limite. Seria necessário isso? Sim, seria. Porque não podemos esconder o quanto dói infringir esse castigo a nós mesmos. Não vi nenhum romanceamento ali, é horrível porque é verdadeiro. Como é horrível ter cenas de estupro, como são horríveis as cenas de bullying, como são horríveis as palavras ditas por pessoas queridas, mas que nos acostumamos a minimizar, a fingir que não são tão ruins assim, que há outras formas menos agressivas de mostrar. E o horrível se torna mais suportável, e podemos nos esquecer dele porque não incomoda tanto. E permanece horrível. E esta é a nona razão para que eu não me cale diante da série.
              A série é brutal, é intensa, é necessária, é sem qualquer intenção de ser bonita, e quase conseguem evitar os julgamentos morais, embora eles estejam presentes nas vozes dos próprios personagens de todas as idades. É sobre adolescentes, sobre essa época onde hormônios e cobranças tornam as coisas muito mais difíceis em perspectiva e que temos que passar de qualquer forma, lambendo as feridas que se tornarão cicatrizes e que definirão o que seremos e como lidaremos com a questão quando outros nos seguirem pelo mesmo caminho. E não tem mudado nada desde que passei por essa fase, desde que os mais velhos que eu, passaram. Desde os tempos imemoriais descritos apenas nas narrativas em diversas formas à exaustão. Talvez não mude mesmo depois desta série. Porque as pessoas estão deixando de ver o principal. Não é sobre o suicídio, ou as razões razoáveis ou não para ele, de uma adolescente. É sobre o suicídio de uma sociedade que não consegue ver o outro, não consegue perdoar o outro, não consegue estender a mão para socorrer e ser socorrido, enquanto nos encaminhamos cada vez mais para o fim inevitável, em silêncio, ressentidos de nossas culpas, porque acreditamos que nossas justificativas são o suficiente, porque podemos fazer coisas piores para nos manter seguros para não ter que lidar com a nossa própria dor. E então causamos a dor do outro. Esta é, finalmente, a décima razão para não permitir que as pessoas apenas olhem superficialmente para a série.
              Mas se você o fizer, se não quiser falar sobre ela com os seus amigos, pais, filhos, irmãos, não importa. Eu falo. E vou continuar falando e apontando o dedo nas feridas, minhas e dos outros que me cercam. Vou falar quando alguém for agredido verbalmente ou de qualquer outra forma, vou lutar contra a cultura do estupro que violenta os dois lados e mata a alma, vou falar sobre o horror do suicídio, que sim, pode ser evitado, se alguém conseguir perceber a tempo o pedido de socorro que está sendo feito, antes que seja tarde demais. E se isso tirar o sono de alguém, que seja. Porque não vou conseguir dormir em paz enquanto não fizer ao menos alguma coisa para que, na próxima geração de adolescentes, não seja preciso falar mais desses horrores.
              Obrigado por ter me acompanhado até aqui. Agora pode fazer o que achar melhor, até mesmo falar comigo sobre as suas dores. Eu vou ouvir.



              www.cvv.org.br ou ligue 141. Alguém vai ouvir você, estamos juntos.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Revista Conexão Literatura - Ademir Pascale


Olá, 

Nossa segunda edição do ano traz como destaque JackMichel, nome artístico das escritoras Jaqueline e Micheline Ramos, do qual os leitores poderão saber mais nas próximas páginas.
Já na coluna Conexão Nerd, trazemos notícias sobre o nosso novo canal no Youtube (https://www.youtube.com/channel/UC5mnMiHWHcACSrx_lbx4bjg), que aborda vários assuntos ligados ao universo geek. E com a ajuda dos leitores, esperamos crescer muito.

Nas páginas da revista o leitor poderá conferir entrevistas com autores, crônicas, conto e dicas de livros ;)

Interessados em anunciar ou publicar em nossa próxima edição, é só acessar a página: http://www.revistaconexaoliteratura.com.br/p/midia-kit.html

Para saber como fazer o download gratuito da revista, é só acessar a página: http://www.revistaconexaoliteratura.com.br/2017/01/edicao-20-da-revista-conexao-literatura.html

Boa leitura, muita paz e luz em seu caminho.

Forte abraço e até a próxima edição!


Ademir Pascale - Editor
Twitter: @ademirpascale
http://www.revistaconexaoliteratura.com.br

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Steampunk Talles Collection da Dragonfly, vai ter um volume com Danny Marks



E ATENÇÃO UNIVERSO STEAMPUNK! Conforme prometido, aqui está a lista dos aprovados na seleção feita para publicação de contos que farão parte da STEAMPUNK TALES COLLECTION, que começará a ser publicada em março de 2017. PARABÉNS AOS SELECIONADOS, que deverão receber e-mail de contato da curadoria do ALITERAÇÃO para prosseguir com o processo de preparação de seus textos. 

E ATENÇÃO: A PARTIR DE JANEIRO DE 2017 ANUNCIAREMOS AS PRÓXIMAS COLEÇÕES. Então não perca tempo e CURTA AGORA NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK (www.facebook.com.br/aliteracaose) para PODER participar dos próximos processos.

OS SELECIONADOS PARA A STEAMPUNK TALES COLLECTION SÃO:

- Wallace Oliveira Conceição
- Flávio Medeiros
-
DANNY MARKS
- André Felipe Wielgosz Leite
- Maurício R B Campos
- Zero Vier
- Renato A. Azevedo
- Carlos Alberto Machado
- Caroline Libar

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Sob o Signo de Tanatos é escolhido para concorrer no Prêmio Kindle de Literatura - Danny Marks


Meu livro Sob o Signo de Tanatos – Retratos de uma Mente Mistica, foi indicado para participação no prêmio Kindle de Literatura 2016. Não perca tempo, faça a sua avaliação junto com os especialistas da área.

Sinopse
Baseado em fatos verídicos acompanha em primeira pessoa a iniciação de um jovem nos caminhos da Magia. As difíceis escolhas que cobrarão seu preço e moldarão o caráter; as consequências de seus atos impensados diante da responsabilidade exigida.
Não é a jornada de um herói, mas um retrato particular onde grandes escolhas, que podem mudar o futuro pessoal e de todos a sua volta, são exigidas em uma época em que não se tem certezas, apenas grandes dúvidas. Mas o Universo não oferece escolhas simples, cada um terá que conquistar o seu lugar de direito, ou morrer tentando fazer o que acredita ser o certo, enquanto acreditar.
Os segredos do Universo revelados por uma Criança das Estrelas, alguém como você.

Detalhes do produto
Formato: eBook Kindle
Tamanho do arquivo: 2347 KB
Número de páginas: 115 páginas
Vendido por: Amazon Servicos de Varejo do Brasil Ltda
Idioma: Português
ASIN: B01LWXJEDO
Configuração de fonte: Habilitado 
Preço eBook Kindle R$ 9,76


Baixe o aplicativo Kindle gratuitamente e leia em qualquer dispositivo

domingo, 2 de outubro de 2016

Revista Conexão Literatura 16 - Ademir Pascale



JÁ ESTÁ DISPONÍVEL A 16ª EDIÇÃO DA REVISTA LITERÁRIA CONEXÃO LITERATURA

Nesta 16ª edição da revista Conexão Literatura, destacamos Gustavo Drago, editor da Drago Editorial, que já publicou 99 autores e que vem conquistando cada vez mais espaço no mercado editorial. Com muitas páginas (62), publicamos vários autores, tanto em entrevistas, como contos ou crônicas. As edições de Conexão Literatura estão sendo cada vez mais procuradas por autores, editoras e profissionais que trabalham na área, além de estarmos conquistando cada vez mais leitores. E é por isso que estamos trabalhando cada vez mais com afinco e dedicação.

Para baixar e ler a edição de nº 16 (outubro), basta clicar no link:

Página do post no site da Revista Conexão Literatura:


Forte abraço,

Ademir Pascale - Editor
Twitter: @ademirpascale

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Revista Conexão Literatura 15 - Ademir Pascale


Olá, tudo bem?

Mais uma edição super bacana de Conexão Literatura está disponível.
Nosso destaque de capa ficou para Angela Ramalho, editora da A. R.
Publisher que completa 1 ano de existência, mas que já possui em seu catálogo várias publicações e autores publicados. A editora vem incentivando cada vez mais escritores e como sempre estamos observando as editoras e autores que estão fazendo um bom trabalho. Confira nas páginas da revista a entrevista que fizemos com a guerreira que comanda a A. R. Publisher.
O leitor também poderá conferir entrevistas, contos, crônicas e uma matéria sobre Teoria da Conspiração, com dicas de filmes e livro.

Envio a capa e material de apoio na divulgação anexados ao e-mail.
Fazendo uma publicação em seu blog ou redes sociais, por favor é só encaminhar o link pra mim que divulgarei na fanpage da revista.

Para baixar a nova edição, acesse:

Grande abraço,

Ademir Pascale - Editor
Twitter: @ademirpascale

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Segundo O Jogo - Danny Marks


O que é Livre Arbítrio? Quais são as consequências dessa condição? Em Segundo O Jogo o leitor acompanha o desenrolar dos fatos apresentados no primeiro Jogo, mas de forma independente. Trata-se de uma nova narrativa onde os personagens tentarão descobrir, entre outras, a resposta ao maior questionamento de todos seres vivos: Qual a necessidade da morte existir? Novamente as respostas mudam conforme as perguntas mudam e com isso provocam novas reflexões e interpretações. Um texto dinâmico que envolve a psicologia e a filosofia de uma forma que não deixa nenhum leitor sem respostas, e sem mais perguntas do que quando iniciou. São as perguntas que criam o futuro e as respostas estão dentro delas esperando que um novo lance seja dado. Não inicie este jogo se não quiser mudar a sua vida, você nunca mais será o mesmo. Vamos Jogar?


O JOGO - Danny Marks



Não se trata de filosofia ou de psicologia, está muito além disso. Esta não é uma narrativa simples; não é um jogo que se possa vencer sem perdas; não é toda a verdade possível. Nada pode ser dito que esclareça completamente o que está contido nestas páginas. Qual o limite do seu conhecimento? O que fazer quando as respostas trazem mais perguntas que exigem soluções? Nestas páginas você poderá assumir os papeis de leitor, criador, mestre do jogo, expectador, escravo, ou toda e qualquer forma que lhe parecer digna para seguir por este universo de possibilidades que cobram sempre um preço por sua atuação. Você só não pode deixar de acompanhar o que será apresentado sob a pena de que a sua vida mudará, mas sem que você perceba que não é livre de fato. A cada vez que ler estas páginas elas não lhe parecerão as mesmas, tudo terá mudado. Não serão oferecidas respostas ou estratégias, ao contrário, serão exigidas perguntas que, talvez, nunca pensou em fazer e que repercutirão no que vai se transformar. Você está pronto para conquistar a sua liberdade?

Disponível em todos os países que tenham a Amazon Books, abaixo alguns links

sábado, 5 de julho de 2014

Adeus ao Orkut

É com grande tristeza que recebo esta notícia. O fim de uma rede social que realmente fez o que prometeu, juntou pessoas e ideias em fóruns onde se podia verdadeiramente debater, aprender, compartilhar, fazer amizades. Fui usuário por muitos anos desta ferramenta tecnológica e sempre vou ter um apreço por essa iniciativa que me ajudou muito como profissional e como pessoa.
Novos tempos, novos modelos, mas na minha opinião pessoal, ainda me considero retrógrado em relação à questão. Não curti os novos modelos de redes sociais, experimentei por algum tempo e desisti. Na época em que o Orkut foi criado muitos chamaram de "modismo", hoje espero que estejam certos, pois que todas modas acabam retornando em algum momento e, talvez, eu ainda tenha tempo de usufruir desta.

Parabéns a todos os profissionais que criaram e mantiveram o ORKUT, foi um grande trabalho que, na minha opinião, deixou mais marcas positivas que negativas (sempre as há), me despeço de vocês com o meu aplauso respeitoso e o meu agradecimento sincero. Valeu Orkutianos!!!

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Adeus ao Orkut
Após dez anos de conversas e conexões sociais on-line, nós decidimos que é hora de começar a nos despedir do Orkut. Ao longo da última década, YouTube, Blogger e Google+ decolaram, com comunidades surgindo em todos os cantos do mundo. O crescimento dessas comunidades ultrapassou o do Orkut e, por isso, decidimos concentrar nossas energias e recursos para tornar essas outras plataformas sociais ainda mais incríveis para todos os usuários.
O Orkut não estará mais disponível após o dia 30 de Setembro de 2014. Até lá vamos manter o Orkut no ar, sem grandes mudanças, para que você possa lidar com a transição. Você pode exportar as informações do seu perfil, mensagens de comunidades e fotos usando o Google Takeout (disponível até setembro de 2016). Um arquivo com todas as comunidades públicas ficará disponível online a partir de 30 de Setembro de 2014. Se você não quiser que seu nome ou posts sejam incluídos no arquivo de comunidades, você pode remover o Orkut permanentemente da sua conta Google. Para mais detalhes, por favor, visite a Central de Ajuda.

Foram 10 anos inesquecíveis. Pedimos desculpas para aqueles de vocês que ainda utilizam o Orkut regularmente. Esperamos que vocês encontrem outras comunidades online para alimentar novas conversas e construir ainda mais conexões, na próxima década e muito além.

Dê Livros Nacionais - Projeto de Ademir Pascale e Site Cranik

(O Retratos da Mente apoia esta iniciativa)

No ano de 2011 criei o projeto "No dia 20 de julho dê livros de autores nacionais de presente", com o intuito de incentivar autores e editoras nacionais, além do fomento à literatura e incentivo à leitura. A repercussão foi gigantesca nas redes sociais e mais de 60 autores e editoras aderiram. O post que fiz teve mais de 1000 acessos/dia. Em 2012 e 2013 dei sequência ao projeto e também foi um sucesso, tivemos muito apoio nas redes sociais. Vários autores e editoras venderam livros, mas o nosso intuito, além das vendas, é também divulgar autor/editora/obra.
Este meu trabalho de incentivo é totalmente gratuito e não adquiro porcentagem sobre as vendas que serão feitas diretamente com o autor ou editora.

COMO PARTICIPAR DO PROJETO (todos os autores ou editoras poderão
participar):

Dando continuidade ao projeto, já estamos abertos para novas submissões.
Tudo é muito simples, basta enviar um e-mail para pascale@cranik.com c/ Ademir Pascale, que passarei todas as informações necessárias para cadastro.

LEIA MAIS EM:


Atenciosamente,


Ademir Pascale



quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Oficinas Literárias no Espaço Terracota


 



Estão abertas as matrículas para as duas primeiras oficinas do Espaço Terracota em 2013.
Criação Poética com Edson Cruz, poeta, editor e curador do Portal Musa Rara.
O Conto com Marcelino Freire, escritor vencedor do prêmio Jabuti e organizador da Balada Literária.
Todas as oficinas tem como resultado publicações dos alunos pela Terracota editora.
www.terracotaeditora.com.br
 

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