sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Palavras Presentes - Danny Marks

Mensagem de Boas Festas aos Amigos de Letras
Amor, paz, compreensão, são palavras muito usadas nesta época do ano. Substituem outras mais comuns em outros momentos, como ódio, guerra, preconceito. Talvez devesse usar outros tipos de palavras. Esperança, apoio, sustentabilidade, educação, coragem. 
                Mas não importa quais palavras que eu use, nada disso faz sentido ou muda alguma coisa se não estiver acompanhada de algo complexo e difícil de ser definido, embora ocupe apenas oito fonemas, alinhados em três sílabas: Respeito.
E mesmo isso não basta, se não for temperado com outro sintagma: atitude.
Sete fonemas, alinhados em quatro sílabas.
Esta não é mais uma lição de fonética, de semântica, nem mesmo de moral. Apenas uma constatação de que precisa tão pouco para se conseguir tantas coisas que desejamos em tantas outras palavras neste período em que as pessoas abrem os bolso, soltam o verbo, mas mantém o coração fechado, culpado, ressentido de tantos golpes que deu e levou ao longo de todo um período, seja do ano, seja da vida.
Gostaria de poder presentear a cada um que encontro apressado na rua, com quem me comunico a distância; aqueles que de uma forma ou outra entram em contato com as minha palavras, minhas atitudes, meus conceitos.
Gostaria de poder levar esperança; de oferecer renovação; de ajudar na superação de todas as coisas boas ou ruins que possam ter acontecido, pois tudo deve ser superado.
A felicidade é uma construção diária, permanente, que se fragiliza com tanta facilidade que necessitamos sempre do outro para nos auxiliar a ser feliz.

O mesmo outro que podemos fazer feliz com um pequeno gesto, por alguns instantes que sejam. Um abraço sincero, emocionado, por ver que estamos vivos apesar de tudo, e só isso já basta para que possamos ter esperança de dias melhores.
Mas abraçar alguém é difícil.
Como é difícil levar um sorriso no rosto, apesar do cansaço na busca de presentes; das filas intermináveis; dos donativos que não podemos dar, mas nos pedem suplicantes como se fossemos responsáveis por todas as misérias do mundo, culpados de termos conquistado algo que a outros foi negado.
É difícil perdoar o outro quando não conseguimos nos perdoar pelo sucesso ou pelo fracasso; por estarmos vivos quando outros não estão mais presentes.
Quando damos presentes sem estarmos junto com eles, substitutos da nossa ausência, tentativas de resgatar a paz que perdemos em meio a... o quê?
A luta pela sobrevivência? A busca pelo algo mais que nos traga justamente a paz?
Este ano eu decidi que não vou dar presentes, mas a minha presença, de alguma forma.
Seja em um sorriso simpático para um estranho que, talvez, se contagie com a minha alegria.
Seja em um abraço apertado de agradecimento pela presença em algum momento da minha história.
Seja pelas palavras que distribuo recheadas de sentimentos na tentativa de abrir os corações por alguns instantes que sejam.
Pois só um pequeno momento já basta para que a esperança renasça, que o amor se instale, que a paz seja alcançada.
Então receba a minha presença e que ela lhe traga a certeza de que conquistará tudo aquilo que faz por merecer, algum dia.
Um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de Paz, pois até da saúde podemos correr atrás e nos fazermos merecedores de um amanhecer melhor, em cada dia que virá. 

Do seu Amigo de Letras
Danny Marks
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