quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Eternidade Metafórica da Estrela Decadente - Danny Marks



(para Emilio Salvador Teijeira Pereira - In Memóriam. 1918 - 1996)


Os átomos que hoje sou eu, um dia foram estrela.
As células que fui um dia, já morreram todas. Bilhões a cada dia.
Setenta por cento fluido e ainda sólido.
Escorrendo pelos dias como luz que corre por fotogramas, filme.
E ainda estou aqui, não estando mais.
Como a luz das estrelas que o meu olhar ainda alcança para além da sua morte.
Assim somos nós.
Até o dia em que, pó de estrela, reconstrua-se o universo que já fomos.

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