domingo, 25 de novembro de 2012

Os Sete Cavaleiros de Algord - Resenha de Danny Marks



O termo romance origina-se do latim romanice: "em língua românica” e pode referir-se a dois gêneros literários. O primeiro deles é uma composição poética popular, histórica ou lírica, transmitida pela tradição oral, sendo geralmente de autor anônimo; corresponde aproximadamente à Balada Medieval que era representada nas cortes e contava fatos e lendas de outras terras para diversão dos nobres. Como forma literária moderna, o termo designa uma composição em prosa de caráter narrativo (semelhante a novela e ao conto).
 A diferença entre romance e novela não é clara, mas costuma-se definir que no romance há um paralelo de várias ações, enquanto na novela há uma concatenação de ações individualizadas. No romance, uma personagem pode surgir em meio a história e desaparecer depois de cumprir sua função. Outra distinção importante é que no romance o final é um enfraquecimento de uma combinação e ligação de elementos heterogêneos, não o clímax que normalmente se dá pouco antes.
No Romantismo, esse gênero narrativo assumiu as características da época e foram produzidas obras épicas, envolvendo os principais heróis do período, os cavaleiros medievais, que encarnavam os ideais de nobreza de caráter e espírito, lutando contra as forças do mal com lealdade e justiça.
No século XX houve uma retomada desse estilo literário através do enlace com o gênero de Ficção Cientifica e Fantasia.
Arthur Clark, um dos maiores autores de FC, contribuiu para esse enlace com a criação da famosa “Terceira Lei de Clark” ao dizer que “Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da Magia”.
A junção de alta tecnologia, indistinguível da magia, com as características inerentes a impérios, medievalismos e afins, gerou obras monumentais que enriqueceram o universo literário com possibilidades praticamente infinitas de cenários e extrapolações emocionais e intelectuais.
Pode-se citar sagas riquíssimas como a saga “Fundação” de Isaac Asimov (o “pai” da Robótica); “Darkover”, de Marion Bradley Zimmer (autora da famosa série Brumas de Avalon); “Duna”, de Frank Herbert; e até mesmo a saga filmográfica de “Guerra nas Estrelas” de Stephen Spielberg.
Criar um romance é um trabalho árduo, complexo, envolve a necessidade de se criar tramas fortes que sustentem a narrativa, tramas paralelas que auxiliem a trama central e que apresentem os cenários e as personalidades dos personagens envolvidos, para isso é necessário que haja muita pesquisa não apenas histórica como também sociológica de forma a gerar a verossimilhança necessária a uma boa narrativa.
Quando se “cria” um mundo ou mesmo um universo paralelo para ambientação de uma saga é preciso levar em conta os fatores da verossimilhança que estão embasados nas regras de coerência e coesão que regem as narrativas complexas.
Para alguns pode parecer muito mais fácil lidar com Ficção Cientifica e Fantasia justamente por poder-se trabalhar além dos limites do que está estabelecido cientificamente, porém, para o autor muitas vezes isso acaba gerando um problema muito complexo. É preciso descrever os mundos e o  universo imaginário de forma que o leitor consiga reconstruí-los na sua mente, bem como traçar as complexas tramas que vão dar sustentação a narrativa.
Esse foi o desafio que Michel Fonseca se propôs a vencer ao criar a saga dos Sete Cavaleiros de Algord.
Trabalhando com uma linguagem acessível, com toda a ginga e flexibilidade dos autores brasileiros, utilizando-se de recursos emprestados do RPG (Role-Playing Game) e de técnicas narrativas, Michel Fonseca dispôs-se a contar a história de sete amigos que são transportados para uma galáxia distante (Irione) onde terão que enfrentar uma nova realidade que se vincula a uma vida anterior para impedir que a liberdade e justiça sejam banidas do Universo.
Esse projeto começa, na própria fala de Michel Fonseca, com o primeiro livro da Saga “Os Sete Cavaleiros de Algord” e conta a historia de Mick Fronsac e seus seis amigos que são abduzidos para Galáxia Irione, mais precisamente para o planeta Tood-Sil’s, assim que chega Mick conhece a jovem Celina D’Kiet, mas logo são separados pelo Capitão Silk Aydu que leva Mick para o palácio Sil’s. Lá ele reencontra seus amigos e conhece o General Ivaniv Koor, que conta que eles são a reencarnação de sete cavaleiros que viveram em um planeta chamado Algord e que a misteriosa morte deles deu origem ao Império Sarac que domina a galáxia há mais de vinte anos sob a liderança do Imperador Telvarius Sarac. Koor pede para eles se aliarem ao RAS “Revolução AntiSaracsista” que tem como seu principal objetivo derrubar o Império Sarac e devolver a liberdade para a galáxia, os sete jovens aceitam e se aliam ao movimento, começando assim um intenso treinamento de combate e de adaptação ao seu novo mundo.
Os Sete Cavaleiros de Algord iniciam uma guerra para reconquistarem a Torre de onde partem os Mops galácticos que cruzam o universo e que podem levá-los de volta para casa, mas ela foi dominada pelo império, que deseja utilizar os mops para expandir seu domínio pelo universo.
Ficam os questionamentos que se formam a partir daí:
Conseguirão os Sete Cavaleiros de Algord atingirem o seu objetivo e superarem todas as adversidades que surgirem em seus caminhos, lutando por suas vidas e por ideais maiores, apesar de terem sido lançados nesse caminho sem qualquer aviso prévio?
Conseguirá Michel Fonseca vencer o desafio de escrever uma saga moderna de Ficção e Fantasia demonstrando toda a capacidade dos autores brasileiros, usando as “cores” locais como ponto de partida e se igualar aos gigantes internacionais estimados pelo público?

Estas são respostas que os livros da saga, já no segundo volume, e o tempo dirão, e estaremos acompanhando cada passo desse percurso com o entusiasmo de um fã e a visão aguçada de um crítico, até que os desejados resultados sejam alcançados e possamos descansar satisfeitos de nossa jornada junto com os Sete Cavaleiros de Algord.

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