segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Bati, Apanhei - Lariel Frota


 Bati na pedra da vida,
Ela sempre me bateu.
Fiz a pergunta atrevida
Ela não me respondeu.
Acariciei a segunda pedra
Aquela que ninguém viu,
Que ao ser tocada me disse:
“Benditas inquietações.”
Procurei em  lugar estranho,
Com pedra de todo tamanho,
Alguma de sabedoria,
Que pudesse  me dizer:
Como  se deve   viver???
Encontrei   só o  silêncio,
Repleto de  ansiedade.
De pedra em pedra,
Parti me ralando inteira.
De queda em queda,
Senti  dor  de verdade.
E bati na pedra da vida,
Pois ela sempre me bateu.
Refiz a pergunta atrevida
Afinal  o que   sou eu???
Vestida num manto vermelho
Me vi, refletida num espelho.
A figura   envelhecida,
Em  silêncio, tentando gritar:
 “O que  impulsiona a vida
É o infindo perguntar!”

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