quarta-feira, 27 de junho de 2012

Desencantos - Danny Marks



Enquanto há um mundo lá fora a devorar
recolho encantamentos restauradores
A carne sobre os ossos seca
em contato com o frio invernal
Memórias de tempos idos
tempestades sem relâmpagos
que se recriam no presente

Por mais que navegue neste mar
em busca de porto seguro das dores
o coração apertado peca
temperado por novo sal
e se entrega em abraços partidos
esmolando qualquer afago
daquela que se apresenta ausente

Cale-se, cale-se, voz sombria
que tua fúria me consome
se grito é de agonia
máscara de paz insone

Tantas palavras doces quis ouvir
e tantas outras que ousei dizer
caem no vazio – oculto abismo do ser -
fraca esperança no porvir
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