domingo, 22 de fevereiro de 2009

Doce Luar - Danny Marks


"Era suave como uivar para a lua, rosnando para a vida. Feito riso irônico que apenas lobos podem entender”

Eu a encontrei em minhas andanças pela campina, nua em pelo.
Senti um arrepio na alma quando vi aquele vulto medonho se aproximando furtivamente dela. O cheiro acre do pelo úmido, me atingiu como um soco.
Atingi o desgraçado em pleno salto, forçando meus ombros em suas costelas, sorrindo com o som dos ossos se partindo.
Garras rompendo pele, mordidas, patadas, uma luta feroz que me excitava mais ainda por perceber que ela apenas observava atentamente, enquanto eu abria as mandíbulas do intruso até que não pudessem se fechar mais.
Venci.
Meu prêmio se aproximou e me desferiu um violento tapa, o que me excitou mais ainda.
Saltei sobre ela e fizemos amor durante a noite toda. Era suave como uivar para a lua, rosnando para a vida. Feito riso irônico que apenas lobos podem entender.
Amanheceu, o intruso voltou, seus ossos reconstituídos, mas sem vontade de lutar.
Ela se foi com ele, deixei ir, somos livres para escolher.
Ainda faltam duas noites de liberdade, talvez eu encontre outra fêmea.
Somos poucos ultimamente, mas quem se importa, somos livres como os lobisomens devem ser.
Isso basta.

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