sexta-feira, 16 de março de 2012

Escrevendo por Brainstorm (tempestade de ideias) - Danny Marks


            Muitas vezes é necessário produzir um texto e não se tem ideia de por onde começar. Uma das técnicas mais produtivas neste caso é o uso de uma brainstorm, ou tempestade de ideias.
            Nesta técnica muito simples o principal é deixar fluir a criatividade, sem freios, para somente após algum tempo se definir o que é utilizável ou o que será descartado.
            O primeiro passo é descobrir qual o tipo de texto que se quer trabalhar, se é dissertativo, informativo ou texto livre.
            O segundo passo é descobrir o tema: o que será trabalhado no texto?
            A partir daí é simples, basta colocar em uma folha todas as idéias que tenham ou não vinculo com a idéia principal, mantendo na cabeça qual é o tema.
            Em alguns momentos vão aparecer frases ou palavras que não se relacionam diretamente com o assunto, por exemplo:
            Tema: Em março sempre chove mais que o resto do ano.
            Tempestade de ideias: chuva, alagamento, carro, skate, festa de fim de ano, presentes, escola, taxi, ônibus, ladrão, culpa do governo, etc.
            Neste ponto o texto assume a forma de um jogo em que o máximo de palavras deve ser inserido no mesmo sem perder a coerência e a coesão.
            Em um texto literário pode-se utilizar “vozes” de personagens narradores que assumem padrões de oralidade, o que confere um estilo diferenciado a produção.
            Utilizando-se a lista, o recurso de oralidade, e uma “voz” infantil, pode-se criar um texto que se assemelhe a este:

            “ Redação:  Em Março sempre chove mais que o resto do ano

Minha mãe diz que março é o mês das chuvas e dos alagamentos. Algumas pessoas aqui do bairro reclamam que a culpa é do governo por não resolver o problema. Eu sei de alguns que perderam o carro por conta dessas enchurradas, que é como chamam aquela chuva que transforma a rua em um rio. Esses estão indo trabalhar de taxi ou de ônibus. Eu sempre vou de ônibus para a escola.
            Meu professor falou que chuva não é desculpa para faltar as aulas, quer todos presentes porque a educação é o que separa um cidadão de um ladrão. Para ser bandido não precisa estudar muito.
            Acho que quem levou o meu skate na pracinha não foi a escola e agora fica roubando as coisas que ganhamos na festa de fim de ano.
            Meu pai disse que se eu estudar bastante posso ter um bom emprego.
Eu vou querer ser político para resolver o problema dos alagamentos ou então policial para prender os bandidos que roubam os brinquedos das crianças.”

            Escrever não é tão complicado quanto pode parecer a princípio. Basta ir treinando e aprendendo os recursos que permitem com que se possa expressar as idéias de forma clara e objetiva.
            O grande medo da maioria das pessoas é o mito de que, para ser literatura, um texto tem que ter a imponência de uma sinfônica, o conteúdo de um filósofo grego e a estrutura de um edifício. Esquecem que o principal objetivo da literatura é divertir.
            As grandes obras literárias nasceram para levar entretenimento ao público, transportando-os para outros lugares, imaginários ou não, e apresentando-os a realidades possíveis ou impossíveis, em vôos de imaginação e criatividade.
            Nenhum escritor nasce pronto, nenhum texto nasce acabado, todos precisamos ir nos aprimorando e melhorando sempre, através do estudo e da prática, mas a literatura é uma das poucas criações humanas totalmente acessível a todos que queiram se expressar e transmitir as suas ideias de forma criativa.
            Criatividade é o nosso negócio e fazer um mundo melhor, o nosso objetivo.
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