sexta-feira, 6 de maio de 2011

PROVAS - Rogério Camargo

Quando a prova do amor está no sexo,
bem pouco resta pro que não rasteja.
Vais me apontar a sombra do complexo
enquanto eu rio, quanto mais não seja. 

Côncavo em êxtase pelo convexo,
como o perfume alegre da cereja.
A força delicada entende o nexo
mas deixa o cão entregue ao que fareja.

O que é da terra à terra fica preso,
não há porque se por triste ou surpreso
por existir coerência no universo.

Somando dois e três se encontra cinco,
ainda que a ilusão dedique afinco
para se convencer tanto do inverso.
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