terça-feira, 24 de maio de 2011

DUAS ÁRVORES - Rogério Camargo


São duas árvores entrelaçadas,
uma bastante velha, outra nem tanto,
que vivem juntas, como por encanto,
numa clareira quase separada. 

O seu silêncio, uma linguagem dada
à sensibilidade sem espanto,
é cobertura mas não é um manto
                                                     que encubra essa beleza recatada.

São duas árvores num só sorriso
e diante dele tudo que eu preciso
é ficar quieto como elas estão.

Qualquer desejo em direção à posse
é dar à vibração morte precoce,
quando ela ainda está no coração.


ROGÉRIO CAMARGO
21.05.2011
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