quarta-feira, 3 de abril de 2013

Treze Linhas - Danny Marks






Havia treze à mesa.
Um deles traídor, um deles mentor, um deles distraído, um deles perdido, um deles solução, um deles rico, um deles mulher, um deles pobre, um deles trabalhador, um deles irmão, um deles escravo, outro apenas um deles.
Treze séculos ou mais se passaram à mesa posta, à ceia farta, a verdade revelada ou encoberta. Outros treze se reuniram, tantas vezes quantas vezes se fez necessário, mas nada resolvia o mistério de quem ocuparia o papel destinado, revelado posteriormente no que fosse escrito por algum interessado que não se fizera presente.
Decidiram guerra, decidiram paz, decidiram se entregar, decidiram mais do que lhes caberia, decidiram quem deveria morrer, decidiram esquecer, decidiram se dividir, decidiram esconder, decidiram revelar, decidiram agir, decidiram olhar, decidiram sua vida, decidiram que não haveria nada a decidir.
No final, tudo virou história contada e recontada, de tantas formas que não significava mais nada.
Eram apenas treze vidas paralelas que um dia se sentaram à mesa.
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