segunda-feira, 16 de julho de 2012

Meus Dentes Sorriem – Danny Marks




Não há espaço dentro do ser
agarrado em pleno voo
garras e dentes, ultima prisão.
Incomunicável fotografia.

Na rua, pessoas correm,
entre paredes erguidas sobre patamares,
no ar rarefeito, condicionado alento.
De cima, distante, pequenos a fugir.

Caro é algo tornado raro
Sorriso na cara da gente
Onde estão os meu dentes
que o tempo devorou?

Vazando pela boca, palavras,
Na força, da gravidade, que lhes resta
Solidão no contato da lingua
com dentes, palato e lábios. Gemido.

Lutar não termina no chão
ou na dor pulsilâmine,
mas na submissão ao ditador.
Cala o incomodo interno
faz brotar falso comungar
de silêncio vazio de mim.
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