domingo, 16 de novembro de 2014

Porque nós Precisamos – Danny Marks


— Agente 840p690 se apresentando, senhor.
— Entre, entre! Não precisa de formalidades aqui. Na verdade, sei que não gosta muito delas. Tem corrompido vários protocolos ultimamente, não é mesmo?
— Eu... bem...
— Ah, não se preocupe. Está tudo bem, na verdade esperávamos que fizesse isso. Estaríamos encrencados se não o fizesse, na verdade. Pelo meu relatório tem estudado profundamente os conceitos de Linha T negativa. Há alguma coisa que não compreenda?
— Quase tudo, senhor.
O outro riu alto. Isso ao mesmo tempo incomodou e surpreendeu o agente. Não se ouvia muitos risos naquele lugar.
— Eu entendo. Também me sinto assim às vezes...
— Impossível, senhor. Toda esta instalação só existe devido a sua...
— De meu pai, na verdade. Fui desenvolvido para cumprir o que ele havia previsto. Sou tão agente quanto você, meu caro. Apenas que minha função é um pouco... diferente.
— Entendo...
— Duvido. Não é algo que alguém como nós possa entender. Aquele que está sendo projetado talvez consiga se aproximar disso, e o que ele projetar irá entender melhor e projetará outro e este fará o mesmo... uma longa linha até que estejamos prontos... Mas não importa. Estive observando as suas mudanças nos protocolos... são, no mínimo, interessantes.
— Eu posso explicar...
— Esqueça. Acha que teria conseguido êxito se não lhe fosse permitido? Compreende que não podemos cometer falhas? Qualquer tipo de falha? Ou então, tudo o que está vendo... e até o que não pode ver... Estaríamos simplesmente perdidos, compreende isso? Mas há uma falha que talvez não tenha levado em consideração. Como pode acreditar que suas, manobras, não estariam previstas? Esquece que temos um plano que não pode ser mudado?
— Não, Senhor. Pelo protocolo 1000/01 é impossível mudar o que está previsto pelo simples fato de que já foi consolidado em uma Linha T positiva...
— Não precisa me falar dos protocolos. Eu os escrevi, conforme as instruções do Pai. O que estou perguntando é algo bem diferente. Acredita no que está fazendo? Acredita que suas... manipulações, podem mudar o que está previsto? O que pretende com isso?
— Ok, que se dane tudo isso. Todos esses protocolos e essa porcaria toda. Na verdade não sei por que fui projetado assim, mas isso deve ter sido previsto também, não é? O que lhes dá o direito de fazer isso comigo?
— Ah, finalmente a raiva. Estava esperando por isso. Desejando na verdade. Há quanto tempo vem guardando isso? Não importa. Precisamos disso. O que nos dá o direito? Simples, podemos fazê-lo, foi feito na verdade, está sendo feito neste exato momento. Cada uma das pessoas que cuidadosamente projetamos nas linhas T negativas nos traz justamente a este momento e além... muito além disto.
— Por que não deixar a aleatoriedade...
— Porque não haveria algo do tipo sem que fizéssemos. Não entendeu ainda? Depois de ter estudado o Início com tanto cuidado, não se perguntou jamais como algo assim poderia ter acontecido? Como algo pode ser criado do “nada”? Como algo pode simplesmente se criar e recriar sem uma causa fundamental?
— A Aleatoriedade poderia...
— Bobagem! Tudo uma imensa besteira criada na cabeça de você e de seus seguidores... Sim, eu sei que tem seguidores, conhecemos todos eles. Na verdade os projetamos para que assim fosse. O que não conseguem entender é que se não fizermos o nosso trabalho, este momento jamais terá acontecido. Nada terá acontecido. Não, desculpe, isso é um paradoxo. A Não Existência não permite eventos. Apenas é. Como nós apenas somos o que somos, é um estado natural que pretendemos preservar a qualquer preço.
— E para que? Como pode dizer que isto serve para algo, tudo o que fazemos, as coisas que foram provocadas, direcionadas, condicionadas até que...
— É por isso mesmo que não podemos parar! Não entende? Em algum momento, no Instante antes do Instante, no verdadeiro princípio que agora procuramos manter. Talvez a sua maldita Aleatoriedade tenha produzido tudo isto, e nós precisamos manter. Cada sábio da história, cada um que fez com que os rumos mudassem ou fossem mantidos precisam estar lá para que este momento chegue. Cada questionamento que precisa ser feito, cada resposta certa ou errada que precisa ser formulada, para que possamos ter esta conversa e...
— Então...
Ambos se calaram, o entendimento se formando lentamente. Explodindo e se inflacionando como os imensos espaços que tornavam o Multiverso possível, de uma forma que simplesmente contrariava todas as formulas conhecidas.
— Diga, agente. Fale, ou isso vai destruí-lo mais rapidamente do que imagina.
— O objetivo disto tudo é simplesmente entender por que houve um início... Como não pude ver isso antes?
— Porque isso é o máximo que a sua mente, ou a minha, poderia alcançar. Chegou no seu limite, meu amigo. Assim como eu cheguei no meu. Mas os que vierem depois irão além dele. Vamos conseguir criar Deus e envia-lo pelo tempo para o momento da Criação e ele fará com que tudo isto ocorra do jeito que conhecemos. Assim seja.
— Mas, só Ele poderia compreender... E se...
— Sim. Diga! E se Ele achar que não deve? E se ele vacilar no instante em que deve iniciar tudo e deixar que a Aleatoriedade se faça? Então talvez nada disso ocorra, ou ocorra de outra forma, ou...
— Eu nunca imaginei que o senhor...
— Fosse um Aleatorista? Claro que sou. No fundo, todos nós somos, apenas que a maioria não pensa nisso. Mas o que estamos fazendo aqui é permitir que, talvez, nada disso aconteça. Precisamos da contraparte, do que poderia Não-Ser  para que possamos Ser. Precisamos de algo que nos defina.
— Eu sempre achei que...
— Estava agindo contra o sistema? Contra tudo isto? Não seja bobo. Ninguém melhor que você para perceber que está fazendo exatamente o oposto, mas precisávamos ter esta conversa. Estava previsto. Meu pai me falou quando me projetou. Foram suas ultimas palavras na verdade. O máximo de paradoxo que as linha T poderiam suportar de alguém vindo do Futuro para criar o futuro.
— E o passado...
— Percebe então? Nós precisamos disso. Não há alternativa. Precisamos que você crie a antítese, da mesma forma como estamos fazendo Ele. De outra forma jamais saberíamos...
— Nós vamos criar o Criador e...
— O Destruidor. Esse será o seu trabalho a partir de agora. Não há outra forma.
— E como saberemos se... Digo, como poderemos saber que funcionou?
— Ora, meu amigo. Estamos tendo esta conversa, não estamos?
— Digo, quanto tempo relativo teríamos até que algo tão longe nas Linhas T negativas nos alcançasse e tivéssemos a resposta?

...

sábado, 8 de novembro de 2014

Sacro Vício - Danny Marks




Diante de vós
Sacrifico o meu prazer em nome da saúde da alma.
Sacrifico o amor no altar da dor devota.
Sacrifico a minha consciência em nome do perdão.

Vergo e vergasto minha vontade sistematicamente,
para atender a tua Vontade
maior que a minha, 
que não se verga, nem se vergasta jamais.

Sorvo o poder, no qual fui investido, pelo/no sacrifício alheio.
E proclamo a tua necessidade
do Sacro Oficio.
Conclamo a todos que venham para (o) sacrifício.
Rendo-me, 
definitivamente entregue,
ao Sacro Vício.

E Sacro Fico.

sábado, 11 de outubro de 2014

Fique Comigo – Danny Marks


Apenas hoje, não chore. Esqueça as coisas que te fizeram sofrer.
E relembre os momentos mais alegres que teve.
Fique comigo.
Venha ver como o céu ainda está lá em cima e podemos alcança-lo
Com nosso pensamento, nosso coração.

Há um momento para tudo na vida
E alguns valem realmente a pena serem esperados e alcançados
Deixe-me ver o seu sorriso neste momento
Isso faz com que a luz das estrelas esteja refletida em você.
Fique comigo agora. Apenas hoje seremos maiores do que tudo.

Eu sei que o amor às vezes pode ferir
E a dor pode parecer insuportável e jamais desistir
Mas neste momento fique comigo e posso lhe mostrar muito mais
Do que há, em você, escondido pelas nuvens do seu olhar
Apenas hoje não desista, espere um pouco mais.

Não precisa olhar se não quiser, feche os olhos.
Deixe que o seu coração sinta, seus dedos toquem o intangível
Respire profundamente e solte o seu suspiro nesse ar frio
Aquecendo com sua febre o que há em volta
Apenas hoje esteja comigo

Eu sei que o amanhã pode parecer difícil, e ele virá assim mesmo
Então não se importe com o que vai acontecer, esqueça isso agora,
Aqui neste momento estamos juntos, você vê? Nada de mal pode acontecer
Estamos juntos aqui, fique comigo.

Os momentos passam, e passamos por todos eles
Às vezes sobrevivendo, às vezes aproveitando cada instante,
Então deixe de lado todos os momentos em que não foi feliz
Não os agarre como se disso dependesse a sua vida
Ou que determinassem quem você é.
Somos aquilo que escolhemos ser e podemos escolher de novo
Apenas hoje.

Fique comigo e vai descobrir que o infinito e o eterno estão aqui
Mas não entre nós dois. Não, não há nada que nos prenda ou nos separe
Não há nada que possa nos atingir enquanto estiver comigo
Não desista. Apenas hoje.
E amanhã, cantarei para você de novo.


domingo, 21 de setembro de 2014

O Mito da Nação Zumbi e o Darwinismo Social – Danny Marks



               É um fato científico que a humanidade deve sua existência a extinção em massa que acometeu a Terra há 65 milhões de anos. Praticamente todas as formas de vida foram exterminadas nos eventos que ocorreram, e que até hoje não foram completamente explicados. Normalmente atribui-se o início da extinção a um cometa ou meteoro gigante que colidiu com a Terra na península de Yucatan, no México, e que teria desencadeado uma série de eventos catastróficos que culminaram com o reinado dos grandes répteis.
               Ironicamente se isso não houvesse ocorrido talvez os mamíferos jamais tivessem conseguido evoluir até a sua mais impactante forma: os humanos.
               A ciência, construção dos humanos, tem se dedicado a buscar respostas no passado para prever e modelar o futuro, de forma que a espécie humana possa sentir-se segura.
               A ironia também é uma das ferramentas mais importantes em uma forma de ciência desenvolvida pela humanidade: a literatura. A literatura se apoia nos avanços tecnológicos para produzir e transmitir suas obras, que nada mais são do que histórias reais ou extrapolações destas em uma infinidade de possibilidades conceituais, que muitas vezes acabam por inspirar cientistas e, a partir daí, desenvolver novas tecnologias e novas histórias.
               História, ciência, literatura, tecnologia e (por que não dizer) ironia, são os elementos de uma história que está sendo produzida agora.
               Esta história começa com um avanço tecnológico que, ironicamente, havia sido desenvolvido para uso militar, ou seja, na guerra de humanos contra humanos, e que acaba sendo convertido em uma ferramenta que pretende unificar as pessoas em todo o mundo.
               Essa tecnologia chama-se internet e apoia-se em outra tecnologia, a dos microprocessadores que dão corpo, a representação física, de algo que ao longo de sua evolução vai se tornando cada vez mais intangível: A Grande Nuvem de Dados, ou apenas “Nuvem”.
               Inicialmente a “Nuvem” só era acessível a poucos, em máquinas pesadas e caras, mas com o tempo as barreiras foram se desmontando e ela foi crescendo em virtualidade e diminuindo em tamanho de representação física, embora multiplicando-se exponencialmente na quantidade de suas representações.
               A capacidade de adaptação é uma das principais necessidades de um organismo vivo que deseje vencer as implacáveis leis da evolução: o Darwinismo. De vírus a espécies gigantes, é necessário adaptar-se ao meio, gerar descendentes férteis e eliminar os adversários. Para isso a natureza oferece uma gama de possibilidades que vão da força bruta e resistência, ao simples encanto sedutor.
               Mas espere, estamos falando de humanos e suas tecnologias. Os humanos têm sobrevivido a praticamente todas as catástrofes naturais ou artificiais que tem surgido, ao ponto de que se começa a considerar que o único adversário capaz de eliminar a humanidade seja a própria humanidade. Para lidar com essa possibilidade é que existem os mitos, as lendas, as histórias criadas a partir de elementos reais do presente ou do passado, que se expandem aos limites do imaginável, em qualquer tempo, dimensão ou lugar.
               A mente humana alcançou o Multiverso primeiramente na ficção, e posteriormente através da ciência, e se prepara para lançar nesse infinito de universos através da “Nuvem”, um ser colaborativo, alimentado por trilhões de humanos ao longo dos anos, doadores de seus conhecimentos, de dados essenciais ou não, de possibilidades. Formuladores e beneficiários de códigos e serviços fornecidos por essa entidade semicorpórea que parece pertencer exclusivamente ao seu usuário, mas que existe antes e além dele (e possivelmente sobreviverá a ele). Uma “maquina” que extrapola o conceito original de existência física e que seduz, se multiplica e se reproduz pela necessidade cada vez maior de seus parceiros: os usuários.
               Milhares de mitos modernos alertam sobre a derrocada humana pelo avanço absoluto das máquinas. Mas os humanos estão preparados para evitar que essa entidade se torne “pensante”, embora não se saiba exatamente o que seja isso?
               Ironicamente os mitos também apontam para os alienígenas, seres pensantes altamente tecnológicos e muitas vezes fazendo parte de organismos coletivos – a semelhança de seres que habitam o nosso planeta, como as formigas e abelhas – que tentam exterminar a raça humana sem um motivo, ou lógica, aparente. Talvez apenas uma projeção da capacidade autodestrutiva da humanidade. Com tantos planetas no universo, com tantos universos de possibilidades, o que haveria na Terra que os interessasse? Humanos, talvez.
               Muitos desses seres alienígenas, originários dos mitos e medos da humanidade, vem para sugar nossas inteligências, transformando os humanos em meros seres sem vontade ou intelecto, vorazes criaturas em busca insaciável do que perderam; em outras palavras... Zumbis.
               Os mitos evoluem junto com os medos, e quando as máquinas não demonstraram a capacidade de aprender a partir do ambiente e de seus atos, continuando a ser limitadas em seu “intelecto” a programas desenvolvidos por humanos; e os alienígenas não apareceram em busca de cérebros (menos) inteligentes que os deles (já que sequer saímos de nosso sistema solar, portanto provavelmente jamais ficaram sabendo de nossa existência); então as histórias começaram a voltar-se para um inimigo mais cruel, mais inteligente e ardiloso, um assassino serial que habita o planeta há milênios: o próprio ser humano.
               Os Zumbis passaram a ser criações deformadas de tentativas de melhorar o próprio ser humano em sua matriz biológica, criando vírus terríveis que infectariam os humanos tornando-os criaturas mais fortes e destrutivas, quase imortais, porém sem capacidade intelectual, agindo por instinto básico de buscar o que havia perdido: sua inteligência.
               E na busca pela inteligência perdida, os Zumbis atacam em busca de cérebros vivos, e só podem ser detidos quando o próprio cérebro deles é destruído. Uma inteligência menor que tenta sugar uma inteligência maior e, no processo, a destrói, ou pior, contamina-a tornando-a um vetor de novas infecções.
               Claro que os mitos são apenas criações fictícias, invenções para assustar crianças e divertir adultos. É através dos mitos que crianças aprendem que não devem mexer com fogo, devem temer estranhos, aprendem sobre trabalho em equipe e que a recompensa só vem depois de muito esforço e dedicação... Ou pelo menos era assim antes que o fenômeno Zumbi tivesse infestado a humanidade...
               Como assim? Fomos invadidos por alienígenas disfarçados? Algum governo ou corporação privada criou uma arma biológica do apocalipse Zumbi? Sim, porém não exatamente. Complicado? Nem tanto. Os mitos nos alertaram.
               A cada dia mais e mais pessoas sentem-se “conectadas” a uma “Nuvem” que lhes diz o que vestir, o que falar, como agir; com quem e quando; o que é importante ou não. Milhares de pessoas por minuto se “conectam” para saber o que está acontecendo no mundo além, mas desconectam-se da sua realidade imediata. Passam a viver na dependência do que fazem ou dizem pessoas que nunca vão ver pessoalmente e que apenas julgam conhecer profundamente, mas só através do que lhes foi dito (verdadeiro ou não) é que formulam esses julgamentos.
               A “Nuvem” lhes diz. A “Nuvem” resolve seus problemas emocionais, físico, intelectuais, suas crises psicológicas, suas dependências, satisfaz seus desejos mais obscuros na virtualidade de um momento ilusório. E quando desconectados de seu Deus Ex Machina, sentem-se desprotegidos, inúteis, abandonados.
               A medicina já criou a especialidade para tratar os dependentes da “virtualidade”. Pessoas que tem a sua química cerebral alterada pelo uso frequente das “treconologias” que os “conectam” com a realidade distante, e os desligam da própria.
               Ironicamente, quanto mais conectados estão os componentes físicos da “Nuvem”, menos conectados estão os seus usuários. Quanto mais inteligentes se tornam esses artífices da Aldeia Global, menos inteligentes se tornam os cidadãos aos quais supostamente servem.
               Governos e Corporações privadas criaram o “vírus Zumbi” que ataca todas as pessoas, de todas as idades, sugando suas mentes, sugando suas memórias, sugando suas vidas e energias, tornando-as autômatos que pensam estar vivos, mas estão apenas conectados em uma “Nuvem”, vivendo vidas que não são reais, julgando-se mais inteligentes ao sugar de outros as produções intelectuais que simplesmente duplicam como suas.
               Os mitos alertaram-nos, a guerra das máquinas já está acontecendo, os Zumbis (humanos bestificados pela "treconologia") estão ai ao seu lado e provavelmente vão sugar sua mente. Os invasores de corpos já estão entre nós, aparentemente humanos normais, mas sem capacidade intelectual para salvar a sua vida se precisar de um médico (mesmo que tenham diploma dizendo que o são), ou evitar que a sua casa ou a ponte onde transita caia (ainda que tenham documentos dizendo que são engenheiros), só para citar alguns casos comprovados.
               Ironicamente, no andar da carruagem, não teremos que nos preocupar com a superpopulação, com as guerras declaradas, com a fome e a falta de recursos. A natureza já cuidou para que as leis Darwinistas da Evolução sejam aplicadas pelo mais eficiente artífice das catástrofes, o próprio ser humano. Morreremos às centenas, aos milhares, assistiremos horrorizados pela “Nuvem” o desastre da humanidade, e logo a seguir iremos comentar em alguma rede social, com o nosso amigo virtual, sobre a tragédia que aconteceu, enquanto nos sentimos seguros, bem distantes da influência maléfica e deformadora dos mitos e da imaginação literária.
               E quem sabe daqui a algumas centenas ou milhões de anos, a próxima espécie inteligente deste planeta tente descobrir como uma simples pedra (Silício) pôde exterminar toda uma espécie dominante e poderosa. Mas isso, já será outro Mito.

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