quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Natal na barca – conto de Lygia Fagundes Telles

Não quero nem devo lembrar aqui por que me encontrava naquela barca. Só sei que em redor tudo era silêncio e treva. E que me sentia bem naquela solidão. Na embarcação desconfortável, tosca, apenas quatro passageiros. Uma lanterna nos iluminava com sua luz vacilante: um velho, uma mulher com uma criança e eu.
O velho, um bêbado esfarrapado, deitara-se de comprido no banco, dirigira palavras amenas a um vizinho invisível e agora dormia. A mulher estava sentada entre nós, apertando nos braços a criança enrolada em panos. Era uma mulher jovem e pálida. O longo manto escuro que lhe cobria a cabeça dava-lhe o aspecto de uma figura antiga.
Pensei em falar-lhe assim que entrei na barca. Mas já devíamos estar quase no fim da viagem e até aquele instante não me ocorrera dizer-lhe qualquer palavra. Nem combinava mesmo com uma barca tão despojada, tão sem artifícios, a ociosidade de um diálogo. Estávamos sós. E o melhor ainda era não fazer nada, não dizer nada, apenas olhar o sulco negro que a embarcação ia fazendo no rio.
Debrucei-me na grade de madeira carcomida. Acendi um cigarro. Ali estávamos os quatro, silenciosos como mortos num antigo barco de mortos deslizando na escuridão. Contudo, estávamos vivos. E era Natal.
A caixa de fósforos escapou-me das mãos e quase resvalou para o. rio. Agachei-me para apanhá-la. Sentindo então alguns respingos no rosto, inclinei-me mais até mergulhar as pontas dos dedos na água.
— Tão gelada — estranhei, enxugando a mão.
— Mas de manhã é quente.
Voltei-me para a mulher que embalava a criança e me observava com um meio sorriso. Sentei-me no banco ao seu lado. Tinha belos olhos claros, extraordinariamente brilhantes. Reparei que suas roupas (pobres roupas puídas) tinham muito caráter, revestidas de uma certa dignidade.
— De manhã esse rio é quente — insistiu ela, me encarando.
— Quente?
— Quente e verde, tão verde que a primeira vez que lavei nele uma peça de roupa pensei que a roupa fosse sair esverdeada. É a primeira vez que vem por estas bandas?
Desviei o olhar para o chão de largas tábuas gastas. E respondi com uma outra pergunta:
— Mas a senhora mora aqui perto?
— Em Lucena. Já tomei esta barca não sei quantas vezes, mas não esperava que justamente hoje…
A criança agitou-se, choramingando. A mulher apertou-a mais contra o peito. Cobriu-lhe a cabeça com o xale e pôs-se a niná-la com um brando movimento de cadeira de balanço. Suas mãos destacavam-se exaltadas sobre o xale preto, mas o rosto era sereno.
— Seu filho?
— É. Está doente, vou ao especialista, o farmacêutico de Lucena achou que eu devia ver um médico hoje mesmo. Ainda ontem ele estava bem mas piorou de repente. Uma febre, só febre… Mas Deus não vai me abandonar.
— É o caçula?
Levantou a cabeça com energia. O queixo agudo era altivo mas o olhar tinha a expressão doce.
— É o único. O meu primeiro morreu o ano passado. Subiu no muro, estava brincando de mágico quando de repente avisou, vou voar! E atirou-se. A queda não foi grande, o muro não era alto, mas caiu de tal jeito… Tinha pouco mais de quatro anos.
Joguei o cigarro na direção do rio e o toco bateu na grade, voltou e veio rolando aceso pelo chão. Alcancei-o com a ponta do sapato e fiquei a esfregá-lo devagar. Era preciso desviar o assunto para aquele filho que estava ali, doente, embora. Mas vivo.
— E esse? Que idade tem?
— Vai completar um ano. — E, noutro tom, inclinando a cabeça para o ombro: — Era um menino tão alegre. Tinha verdadeira mania com mágicas. Claro que não saía nada, mas era muito engraçado… A última mágica que fez foi perfeita, vou voar! disse abrindo os braços. E voou.
Levantei-me. Eu queria ficar só naquela noite, sem lembranças, sem piedade. Mas os laços (os tais laços humanos) já ameaçavam me envolver. Conseguira evitá-los até aquele instante. E agora não tinha forças para rompê-los.
— Seu marido está à sua espera?
— Meu marido me abandonou.
Sentei-me e tive vontade de rir. Incrível. Fora uma loucura fazer a primeira pergunta porque agora não podia mais parar, ah! aquele sistema dos vasos comunicantes.
— Há muito tempo? Que seu marido…
— Faz uns seis meses. Vivíamos tão bem, mas tão bem. Foi quando ele encontrou por acaso essa antiga namorada, me falou nela fazendo uma brincadeira, a Bila enfeiou, sabe que de nós dois fui eu que acabei ficando mais bonito? Não tocou mais no assunto. Uma manhã ele se levantou como todas as manhãs, tomou café, leu o jornal, brincou com o menino e foi trabalhar. Antes de sair ainda fez assim com a mão, eu estava na cozinha lavando a louça e ele me deu um adeus através da tela de arame da porta, me lembro até que eu quis abrir a porta, não gosto de ver ninguém falar comigo com aquela tela no meio… Mas eu estava com a mão molhada. Recebi a carta de tardinha, ele mandou uma carta. Fui morar com minha mãe numa casa que alugamos perto da minha escolinha. Sou professora.
Olhei as nuvens tumultuadas que corriam na mesma direção do rio. Incrível. Ia contando as sucessivas desgraças com tamanha calma, num tom de quem relata fatos sem ter realmente participado deles. Como se não bastasse a pobreza que espiava pelos remendos da sua roupa, perdera o filhinho, o marido, via pairar uma sombra sobre o segundo filho que ninava nos braços. E ali estava sem a menor revolta, confiante. Apatia? Não, não podiam ser de uma apática aqueles olhos vivíssimos, aquelas mãos enérgicas. Inconsciência? Uma certa irritação me fez andar.
— A senhora é conformada.
— Tenho fé, dona. Deus nunca me abandonou.
— Deus — repeti vagamente.
— A senhora não acredita em Deus?
— Acredito — murmurei. E ao ouvir o som débil da minha afirmativa, sem saber por quê, perturbei-me. Agora entendia. Aí estava o segredo daquela segurança, daquela calma. Era a tal fé que removia montanhas…
Ela mudou a posição da criança, passando-a do ombro direito para o esquerdo. E começou com voz quente de paixão:
— Foi logo depois da morte do meu menino. Acordei uma noite tão desesperada que saí pela rua afora, enfiei um casaco e saí descalça e chorando feito louca, chamando por ele! Sentei num banco do jardim onde toda tarde ele ia brincar. E fiquei pedindo, pedindo com tamanha força, que ele, que gostava tanto de mágica, fizesse essa mágica de me aparecer só mais uma vez, não precisava ficar, se mostrasse só um instante, ao menos mais uma vez, só mais uma! Quando fiquei sem lágrimas, encostei a cabeça no banco e não sei como dormi. Então sonhei e no sonho Deus me apareceu, quer dizer, senti que ele pegava na minha mão com sua mão de luz. E vi o meu menino brincando com o Menino Jesus no jardim do Paraíso. Assim que ele me viu, parou de brincar e veio rindo ao meu encontro e me beijou tanto, tanto… Era tamanha sua alegria que acordei rindo também, com o sol batendo em mim.
Fiquei sem saber o que dizer. Esbocei um gesto e em seguida, apenas para fazer alguma coisa, levantei a ponta do xale que cobria a cabeça da criança. Deixei cair o xale novamente e voltei-me para o rio. O menino estava morto. Entrelacei as mãos para dominar o tremor que me sacudiu. Estava morto. A mãe continuava a niná-lo, apertando-o contra o peito. Mas ele estava morto.
Debrucei-me na grade da barca e respirei penosamente: era como se estivesse mergulhada até o pescoço naquela água. Senti que a mulher se agitou atrás de mim
— Estamos chegando — anunciou.
Apanhei depressa minha pasta. O importante agora era sair, fugir antes que ela descobrisse, correr para longe daquele horror. Diminuindo a marcha, a barca fazia uma larga curva antes de atracar. O bilheteiro apareceu e pôs-se a sacudir o velho que dormia:
– Chegamos!… Ei! chegamos!
Aproximei-me evitando encará-la.
— Acho melhor nos despedirmos aqui — disse atropeladamente, estendendo a mão.
Ela pareceu não notar meu gesto. Levantou-se e fez um movimento como se fosse apanhar a sacola. Ajudei-a, mas ao invés de apanhar a sacola que lhe estendi, antes mesmo que eu pudesse impedi-lo, afastou o xale que cobria a cabeça do filho.
— Acordou o dorminhoco! E olha aí, deve estar agora sem nenhuma febre.
— Acordou?!
Ela sorriu:
— Veja…
Inclinei-me. A criança abrira os olhos — aqueles olhos que eu vira cerrados tão definitivamente. E bocejava, esfregando a mãozinha na face corada. Fiquei olhando sem conseguir falar.
— Então, bom Natal! — disse ela, enfiando a sacola no braço.
Sob o manto preto, de pontas cruzadas e atiradas para trás, seu rosto resplandecia. Apertei-lhe a mão vigorosa e acompanhei-a com o olhar até que ela desapareceu na noite.
Conduzido pelo bilheteiro, o velho passou por mim retomando seu afetuoso diálogo com o vizinho invisível. Saí por último da barca. Duas vezes voltei-me ainda para ver o rio. E pude imaginá-lo como seria de manhã cedo: verde e quente. Verde e quente.
(Natal da Barca - Lygia Fagundes Telles in Contos da Meia Noite)
Narrado por Beatriz Segal


domingo, 12 de agosto de 2018

Sobreviventes - Danny Marks (Uma distopia brasileira)


Depois de uma longa jornada, eis que está em pré-venda o meu mais recente livro. Sobreviventes é o primeiro livro de uma saga trabalhada com muito cuidado, um modelo literário diferenciado, sem heróis ou vilões, sem personagens principais, com muita ação e intensidade. O futuro começa no passado e neste caso envolve criaturas imortais, inteligências artificiais, clones e muito mais.
Esta primeira fase conta já com quatro livros com histórias complementares, sendo o primeiro a ser lançado Sobreviventes, o segundo na cronologia da Saga, para demonstrar que não é necessário ler todos, a menos que queira saber mais sobre este universo criado. É uma experiência literária revolucionária que está agradando bastante o público e a mída, vai ficar de fora dessa? Torne-se um Sobrevivente e venha participar desta aventura.

Sinopse:

A próxima guerra não será feita com armas ou adversários comuns. Como vencer um vampiro ou um Alquimista imortal e sua tecnologia fantástica? Inteligências artificiais, terroristas, clones assassinos, ninjas tecnológicos, transumanos, donos de Nações, quem pode ser aliado na luta pela sobrevivência quando ninguém é imprescindível e qualquer um pode mudar os rumos da humanidade? A tecnologia é uma ferramenta, uma arma mortal, contra os mais diversos adversários e a imortalidade pode ser adquirida ou revogada. Um thriller psicológico/ação que se inicia no Brasil e percorre a Europa e a Ásia em uma guerra sem heróis ou vilões. Você está preparado para o futuro?

Conheça o Site do autor www.dannymarks.com.br e adquira o seu enviando um email para dannymarksblog@gmail.com, por enquanto os livros só estão disponíveis nestes canais, em breve estarão em todas as livrarias, porque o futuro começa AGORA!

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Cobra de Sarte - Danny Marks


É comum no Brasil falar que são milhões de técnicos de futebol, ainda mais quando há Copa do Mundo. Todos opinam, dão soluções, apontam falhas e continuam torcendo para que o melhor aconteça. Isso é bom? Ruim? Nenhum dos dois, apenas um jeito de ser brasileiro. Acho que seria interessante se houvesse algo do tipo em relação a literatura nacional. Como assim? Tá maluco? Um monte de gente dando pitaco sobre o que não entende? Sério, não entende mesmo? Ainda que não entenda das estratégias, das dificuldades, de todo o estudo necessário, das cartolagens, etc. Ainda assim, seria melhor que apenas o desprezo puro e simples, porque movimentaria a opinião pública, agitaria o mercado, daria oportunidades para um ou outro se destacar por suas qualidades.
            Sou leitor crítico antes de ser autor, ampliei ainda mais a minha crítica com cursos de escrita, de formação para autores, mas nunca deixei de ler as obras nacionais clássicas ou contemporâneas, porque é preciso ver o que está sendo feito por aqui, tanto quanto o que está acontecendo e funcionando lá fora. Vejo criticas imensas ao mercado nacional de livros (?) e tenho as minhas conclusões. Livrarias fechando, migrando para a virtualidade que depende dos correios para distribuição dos exemplares, o que encarece (e dificulta) o acesso ao livro ainda mais. E a solução que todos encontram para isso é meio que obvia, é preciso investir no autor nacional, mais barato porque não tem que traduzir, retrata nossa realidade, tem uma linguagem mais próxima do nosso dia a dia.
            Não vou nem falar que nunca foi interesse de nenhum governo incentivar a leitura que obriga a uma educação melhor, que faz as pessoas questionarem mais e com melhores argumentos sobre a realidade, acostumadas que ficam em acompanhar argumentos estruturados. O que questiono é o próprio mercado. Não há interesse em formar um público ou há erros nas estratégias de ganhos? Porque há muitas pessoas ganhando dinheiro com publicações no Brasil. Gráficas, editoras que publicam os independentes (o autor paga pela publicação e pela revisão, a editora fica com parte do lucro das vendas), livrarias (que cobram para simplesmente deixar os livros nas prateleiras). E o leitor? O leitor que sustente isso ou seja taxado de inculto.
            Concordo plenamente com aqueles que dizem que é preciso investir no autor nacional, há excelentes autores por aqui que fazem sucesso até mesmo no exterior. Na verdade, boa parte dos que fazem sucesso aqui, começaram a fazer sucesso lá fora, para depois serem aceitos por aqui. Não é estranho, afinal foram testados por um publico critico (do estrangeiro) e provaram que souberam investir nas suas carreiras, na qualidade do seu trabalho. Mas, se tinham qualidade internacional, porque precisaram fazer sucesso em outros mercados antes de serem valorizado por aqui?
            Porque há muitos autores ruins publicando, na forma independente há uma enxurrada de publicações sem um mínimo de trabalho, sem profissionalismo de ponta a ponta. Virou um hobby (caro) publicar no Brasil e se formou uma indústria de publicações nesse sentido que afastou ainda mais o publico de autores nacionais. São verdadeiro heróis os leitores que pagam para comprar livros brasileiros sem conhecer nada do autor, ainda mais quando toda a tendência de mercado aponta para outros estrangeiros que já vem com marketing pronto e todo mundo comenta. Quem falaria do Atlético do Barro Vermelho, um time de várzea que só é conhecido por uns poucos? Quem iria comprar um título desse clube em que os jogadores têm que pagar a passagem e hospedagem do próprio bolso quando vão jogar em uma cidade próxima? Mas até nisso o futebol dá de goleada, porque há olheiros que pinçam os talentos imaturos e os elevam a categorias de nível internacional.
            Claro que nem todos os jogadores vão ser puxados para o topo, mas ao menos terão mais chance de mostrar o seu talento, e se não forem os melhores, ao menos poderão continuar se divertindo. E sim, há muitos problemas até mesmo no futebol de base, mas há mais escolas de futebol financiadas por clubes de grande porte que há escolas de formação de escritores, ou alguém discorda disso? Ah, mas há muitos outros esportes que não tem apoio algum e atletas que não conseguem patrocínio. Concordo plenamente e digo mais, parece que a “cultura” nacional é formada no sentido de desvalorizar ao máximo qualquer talento nacional. Por isso há uma fuga imensa de cérebros e talentos para outros países que apostam desde sempre nas suas bases e conseguem se manter no topo na economia global.
            Basta uma rápida pesquisada para ver brasileiros em posição de destaque em empresas estrangeiras de tecnologia, em equipes de pesquisa, em universidades, no cinema, nas artes, na música, nos livros. Isso porque foram além dos limites de exigência normais para uma competição justa. Esses brasileiros não apenas tiveram que superar os concorrentes nos postos que ocupam, tiveram que superar muito mais, antes de poderem concorrer. Escolas ruins, falta de estrutura, falta de apoio, sacrifícios pessoais e familiares para poder se manter no rumo e tentar um espaço em um mundo cada vez mais competitivo, cada vez mais protecionista com os seus ao mesmo tempo que discursam sobre a “globalização” dos seus produtos.
            Precisamos de muitos técnicos de futebol, de leitores críticos, de alunos exigentes, de agentes de cidadania, porque é dessa forma que se pode valorizar o que é nosso, melhorar a qualidade para todos, globalizar de fato o que tem valor e melhorar o nível mínimo do que é oferecido a um padrão de qualidade justo, pelo preço justo. É claro que sempre haverá os que falam muito, sem argumentos convincentes, deixe que falem, muito melhor que não haver ninguém que possa apresentar uma crítica e forçar uma evolução. É claro que sempre haverá autores ruins, mas deixe que apareçam, que sejam incentivados pelas criticas com argumentos, que apresentem os seus trabalhos para serem avaliados pelos consumidores.
            Quando as lojas de R$ 1,99 surgiram por aqui, com produtos importados de péssima qualidade, houve uma movimentação estrondosa de que isso acabaria com o mercado nacional. Hoje, o que mais se vê nessas lojas são produtos nacionais, o mercado se ajustou a uma demanda por produtos descartáveis. Isso é bom? Há controvérsias, algumas bem fundamentadas, mas o que quero destacar é que muitas industrias nacionais ganharam projeção porque disponibilizaram seus produtos no meio dessa enxurrada de coisas, demonstraram que tinham alguma qualidade e até alavancaram suas vendas para posições mais consolidadas. Aproveitaram as brechas dadas para outros produtos para mostrar que podiam fazer melhor, pelo mesmo preço. Quantas teriam essa oportunidade antes?
            Oportunidade, isso é o que é preciso incentivar, sempre. Formar uma base cada vez mais qualificada, capaz de ter uma análise crítica sobre o custo/benefício do produto produzido. E se no meio de um monte de coisas descartáveis surgir algo que ganhe espaço, ótimo, porque nem todas as ideias nascem para formar grandes histórias, nem todos nasceram com talento para seguir uma carreira proeminente, mas é uma perda imensa para a humanidade quando um gênio é jogado na sarjeta porque precisa pagar as contas do mês e a conta não fecha. Se vamos globalizar as coisas, é preciso incluir nossos produtos no cesto, ou então seremos apenas consumidores cativos do que nos querem impor.
            E, para quem se interessar, em breve meu romance distópico brasileiro será lançado aqui e na Europa. E isso é fruto de um esforço de anos de trabalho e estudo, de tentativas, erros, reformulação de estratégias e muita persistência. Há trabalhos meus em diversos lugares, antologias, blogs, sites, publicações independentes, na Amazon, no Google Plus, em editoras. Alguns podem ser lidos de graça, outros seguem outras estratégias de mercado. Não espere ser o ultimo a reconhecer o talento nacional, os melhores resultados são obtidos quando se consegue antever o sucesso. É assim que se consegue as melhores oportunidades. Pense a respeito, seu futuro pessoal e profissional depende disso e o Brasil agradece.

domingo, 10 de junho de 2018



Se as pessoas divulgassem livros com o mesmo empenho que divulgam notícias falsas e correntes, teríamos uma revolução cultural. (Danny Marks)

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