terça-feira, 26 de abril de 2011

Sonho - Anna Amorim

Sonho me deforma a memória
Conduz-me a ela
Dê-me uma forma
Como espelho no qual vejo uma imagem de mulher
Tire-me do lugar vazio da tecedura da própria existência
Nem que seja para um gozo mortífero
Quero esse pedaço se sonho que pulsa vivo como coisa que anda só
Dá dó acordar de mãos vazias
Constrói uma história ainda que mentirosa, onde vive minha verdade
Estou ansiosa por um momento: o do incansável
Tire a insônia
Olheiras profundas
Olhos abertos
Desperta-me do não sonho.


Anna Amorim, 1997
Postar um comentário

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...